Comunicado do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa a propósito da renúncia do Papa Bento XVI

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Com surpresa recebemos a notícia da decisão do Papa Bento XVI de renunciar ao ministério que recebeu como Bispo de Roma, sucessor de Pedro e pastor da Igreja universal. Mas esta surpresa depressa se tornou em admiração agradecida pela sua corajosa lucidez em reconhecer as limitações de saúde e forças para exercer adequadamente o ministério ao serviço da Igreja e para bem de toda a humanidade. Com este gesto, o Papa, «servo dos servos de Deus», nos ensina que todo o poder na Igreja é serviço.

Queremos agradecer a Deus o precioso dom do pontificado de Bento XVI, que nos revelou uma fé forte e constante; o zelo apostólico de quem se fez tudo para todos, não excluindo ninguém independentemente da sua ideologia ou religião; o estilo pessoal de grande simplicidade com que nos comunicou acessivelmente o seu pensamento culto e profundo; a coragem heroica com que afrontou os problemas que surgiram e defendeu a paz, a justiça e os mais pobres.

Estando a poucos dias da renúncia de Bento XVI, queremos exprimir o nosso profundo afeto e gratidão e unimo-nos à sua futura missão que assim resumiu: «quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a santa Igreja de Deus». O seu exemplo de orante é para nós um incentivo a considerarmos a oração como parte integrante da missão da Igreja.

Pedimos a oração dos católicos e de todos os crentes para que os Cardeais, inspirados pela conclusão do Concílio de Jerusalém – «O Espírito Santo e nós assim decidimos» –, saibam discernir e escolher o candidato mais apto para assumir a missão de sucessor do apóstolo Pedro.

Fátima, 18 de fevereiro de 2013

Bento XVI renuncia!

papa e criaça

Para que o boato não corra, segue o comunicado tal como é apresentado pela Rádio Vaticano no dia 11/02/2013

Caríssimos Irmãos,

convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste acto, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.
Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus.

Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.

Bento XVI

Campanha de Livros para o Niassa

A Associação de Leigos Voluntários Dehonianos (ALVD), privada, voluntária e sem fins lucrativos, está recolher livros quer para a biblioteca da universidade, quer para as bibliotecas das escolas secundárias da diocese de Lichinga que têm mais de 20.000 alunos distribuídos por seis distritos.

A Recolha de livros interessa nas áreas de economia, direito, administração pública, gestão, filosofia, psicologia, antropologia, sociologia, ciências da educação, agronomia, literatura infantil, juvenil, enciclopédias temáticas, dicionários de português, gramáticas, livros sobre África, teologia, pastoral, doutrina social da Igreja.NÃO ESTAMOS A RECOLHER MANUAIS ESCOLARES
Colabore mediante a entrega de livros nas moradas:

ALFRAGIDE
Seminário de Nossa Senhora de Fátima
Largo Pe Adriano Pedrali,  Alfragide
2611-835 Amadora
tel. 96 046 73 87

CARNAXIDE
Centro Social e Paroquial de S. Romão de Carnaxide
Lote 5, Centro Cívico de Carnaxide
De segunda a Sábado: das 09h00 às 12h00 e das 15h00 às 19h00

A pedido da Anacom

Dentro em breve, todos os países da União Europeia deixarão a televisão analógica tradicional e passarão a usar a TDT.
Em Portugal, a TDT já está disponível em todo o território nacional. A PT Comunicações é o operador responsável e já instalou a rede que lhe permite receber os serviços da TDT, seja por recepção directa, seja por recepção via satélite (DTH).
Quem tiver os televisores preparados, e não tiver televisão paga, já está a receber uma imagem televisiva de melhor qualidade e tem acesso a um guia de programação electrónico, graças à TDT
Com a TDT, vai continuar a assistir aos quatro canais (RTP1, RTP2, SIC e TVI) de forma gratuita, como até aqui, não tendo de subscrever serviços de televisão paga, nem de pagar quaisquer mensalidades.
– Se o seu televisor já tem uns anos e não está preparado para a televisão digital.
– Se em sua casa só recebe os quatro canais de televisão gratuitos – RTP1, RTP2, SIC e TVI (ou a RTP1 e o canal regional, se mora nos Açores ou na Madeira) – ou seja, se não tem televisão paga.
– Se tem televisão paga em apenas alguns dos televisores de sua casa e noutros não.
Chegou a hora de mudar para a TDT.
Ligue grátis 800 200 838, para saber se está numa zona de recepção directa – “zona TDT” – ou de recepção por satélite – “zona DTH” – e que equipamento pode utilizar em sua casa.Se estiver numa “zona TDT,” o processo de transição é simples.

Siga os seguintes passos para mudar para a TDT:
Passo 1
Veja se no manual técnico, junto à marca ou na parte de trás do seu televisor encontra as seguintes referências: DVB-T e MPEG4/H.264. Então o seu televisor está apto a receber a TDT.
Basta agora, para ver TDT, alterar a recepção para digital e sintonizar automaticamente os canais.
Passo 2
Se o seu televisor não tiver as duas referências do passo 1, verifique se tem uma entrada SCART (21 pinos) ou HDMI.
Caso tenha alguma destas entradas, o televisor está apto a ser ligado a um descodificador compatível com a tecnologia DVB-T e a norma MPEG4/H.264, e assim poderá receber TDT.
Se o televisor não tiver qualquer das características referidas nos passos 1 ou 2, poderá:
– adquirir um descodificador com modulação integrada ou um modulador de sinal RF e um descodificador TDT;
ou
– comprar um televisor com DVB-T e MPEG4/H.264 ou com uma entrada SCART ou HDMI.
Antes de comprar um novo televisor, confirme primeiro o tipo de recepção que tem e o equipamento que pode utilizar em sua casa.
Os descodificadores e moduladores de sinal RF são vendidos em lojas de electrodomésticos e electrónica. Embora o número de modelos seja mais reduzido, também há descodificadores com modulação integrada. Verifique se o descodificador é compatível com a TDT em Portugal (MPEG4/H.264), pois pode haver descodificadores MPEG2 à venda no mercado que não permitem ver a TDT em Portugal.
Deverá dar preferência aos descodificadores compatíveis com a alta definição “HD” pois, se no futuro as emissões passarem exclusivamente para alta definição, terá que substituir os descodificadores caso estes não sejam “HD”.
Para comparar preços, qualidade e funcionalidades dos descodificadores à venda em Portugal, consulte a informação disponibilizada pela Deco Proteste em www.deco.proteste.pt.
Passo 3
Se comprou um descodificador, deverá agora ligar o cabo de antena ao descodificador e ligar o descodificador ao seu televisor com um cabo SCART ou HDMI.
Sintonize automaticamente os canais e passe a usar o telecomando do descodificador.
Agora já pode assistir aos seus programas de sempre, com melhor qualidade de som e imagem, e consultar, de forma rápida e simples, a programação. Pode ainda aceder a funcionalidades que até agora não tinha, como, por exemplo, parar ou gravar programas (dependendo do descodificador que comprar).

Exposição e escola de ícones em vidro

06 out 2011 in Ecclesia

O Museu Nacional de Etnologia inaugura hoje, em Lisboa, a mostra “Religiosidade em vidro”, exposição de 60 de ícones romenos organizada pelo Instituto Cultural Romeno.
A iniciativa, que já percorreu museus na Itália, França e Dinamarca, explica aos visitantes que o ícone sobre vidro “vem da Europa Central (Império Austro-Húngaro), sendo trabalhado pelos camponeses, cuja principal ocupação era a agricultura”, refere o site do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC).
Os motivos ilustram os seguintes temas: “a Sinaxe dos Santos Protectores Ortodoxos, a concepção do camponês romeno sobre a vida após a morte, sobre o Céu e o Inferno, temas bíblicos do Antigo e Novo Testamento, o calendário ortodoxo romeno”.
A exposição estará patente até 10 de janeiro, de quarta-feira a domingo, das 10h00 às 18h00, e terça-feira, das 14h00 às 18h00.
Paralelamente à mostra realiza-se uma oficina de pintura ministrada por Olga Chicu, que “propõe aos participantes o desafio de pintarem um ícone sobre vidro, dando a conhecer as etapas e as técnicas que envolvem esta prática artística, ela própria também parte do culto religioso”.
Os quatro ateliês decorrem em outubro (8 a 17, 15 a 24 e 22 a 31) e entre 29 deste mês e 5 de novembro.

Livro da semana

Jesus de Nazaré, de Joseph Ratzinger

O livro é uma segunda parte de uma extensa reflexão bíblica e teológica de Bento XVI sobre os textos dos Evangelhos, acompanhada por várias citações de estudiosos e especialistas nestes temas.

O primeiro capítulo refere-se à entrada de Jesus em Jerusalém, com o episódio da purificação do templo, enquanto que o segundo aborda, em três partes, os discursos “escatológicos” (relacionados com as realidades posteriores à vida terrestre) de Jesus (destruição do templo, o tempo dos pagãos, profecia e apocalipse).

O terceiro capítulo evoca o lava-pés, estando dividido em seis partes: A hora de Jesus; «Vós estais puros»; Sacramento e exemplo – dom e dever (o mandamento novo); o mistério do traidor; diálogos com Pedro, Lava-pés e confissão dos pecados.

O quarto capítulo, sobre a oração sacerdotal de Jesus, fala da “festa judaica da Expiação” e elenca “quatro temas importantes da oração”: «Esta é a vida eterna…»; «Consagra-os na Verdade.»; «Dei-lhes a conhecer quem Tu és…»; «Que todos sejam um só…».

A quinta parte da obra é dedicada à Última Ceia, analisada em quatro temas: a data da Última Ceia, a instituição da Eucaristia, a teologia das palavras de instituição e “da Ceia à Eucaristia da manhã de domingo”.

“Getsemaní”, título do sexto capítulo, aborda outras quatro questões: a caminho do monte das Oliveiraa; a oração do Senhor; a vontade de Jesus e a vontade do Pai; a oração de Jesus no monte das Oliveiras segundo a Carta aos Hebreus.

No sétimo capítulo, Bento XVI analisa «o processo de Jesus: discussão preliminar no Sinédrio, Jesus diante do Sinédrio e Jesus diante de Pilatos.

A oitava parte da obra, sobre a crucifixão e a deposição de Jesus no sepulcro, apresenta uma reflexão preliminar intitulada “palavra e acontecimento na narrativa da Paixão”, para seguir com a descrição dos momentos de Jesus na Cruz e uma análise da morte de Jesus como “reconciliação (expiação) e salvação”.

O nono e último capítulo fala da ressurreição de Jesus da morte, em três partes diferentes: A ressurreição de Jesus: de que se trata?; Os dois tipos diversos de testemunho da ressurreição; a natureza da ressurreição e o seu significado histórico.

O livro encerra-se com um epílogo intitulado “Subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai, e de novo há-de vir em sua glória”.

A apresentação deste segundo volume está marcada para o próximo dia 10 de Março, pelas 16h00 (hora de Lisboa), com a presença do cardeal canadiano Marc Ouellet, prefeito da Congregação para os Bispos, e do escritor e germanista Claudio Magris.

O primeiro volume de «Jesus de Nazaré» tinha sido publicado em 2007 e era dedicado à vida de Cristo desde o Baptismo à Transfiguração.
Um terceiro volume está a ser escrito por Bento XVI, que vai abordar os chamados «Evangelhos da infância», sobre os primeiros anos da vida de Jesus.

Toda a obra começou a ser escrita nas férias de 2003, antes da eleição de Joseph Ratzinger como Papa.