Palavras do Pároco

HOMILIAS – NATAL 2021


ardentemente* – Páscoa 2021

Olá,

uma santa Páscoa para ti e a tua família!

Ao chegar a esta Páscoa 2021, recordo-me das palavras de Jesus na última ceia: “desejei ardentemente comer esta Páscoa convosco!” Estas palavras de Jesus aos seus apóstolos podem muito bem ser as nossas. Depois de uma Páscoa 2020 em isolamento, desejamos ardentemente celebrar esta Páscoa, na alegria da comunidade.

Certamente que os cuidados sanitários continuam a impôr-se. No entanto estaremos na nossa casa fraterna, escutando juntamente a Palavra do Senhor e unindo as nossas vozes para O louvar. Nenhum condicionalismo supera esta alegria!

Unimo-nos ao nosso Patriarca Dom Manuel. Podes acompanhá-lo nalgumas das celebrações da nossa Sé, transmitidas pelo facebook e pelo youtube do Patriarcado de Lisboa. As homilías e mensagens podem ser relidas no site do Patriarcado. Estamos com o nosso Bispo na tarefa permanente de “fazer da Igreja uma rede de relações fraternas”… fazendo de Linda-a-Velha uma rede de relações fraternas!

Com o Papa Francisco, aprendemos esta Fraternidade, tal como ele a têm “dito e feito”. Ou seja, quer nas suas palavras, expressas em Encíclicas, Exortações, Mensagens e Homilias; quer nas suas acções, indo ao encontro de todos, sejam mais fracos e periféricos – como na visita à ilha de Lampedusa – seja aos mais diferentes e desconhecidos – como na visita ao Iraque. 

Além disso, a preocupação do Papa pela Fraternidade inclui a nossa “casa comum”, o planeta Terra, onde todos habitamos. Por isso, o Papa Francisco tem insistido no convite a uma “conversão ecológica” e a uma “espiritualidade ecológica”.

Lembra-te que a Páscoa foi Jesus que a realizou para nós! Ele é que a realiza para ti hoje! Acolhe esta Páscoa de Jesus, e coloca-te no dinamismo da renovação do mundo, a partir do coração. No teu coração acolhe o Amor. No teu coração recebe a Vida. No teu coração reconhece a Verdade! Assim farás parte da força, que já salvou definitivamente o mundo, na Cruz da morte e ressurreição do Senhor Jesus! É esta a força necessária à humanidade, para que a Fraternidade ganhe corpo e gestos concretos. 

Vamos a isso? Tu fazes falte nesta rede fraterna!

Uma Santa Páscoa para ti e a tua família!
Deus te abençoe!

Padre Diamantino.


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Mensagem do Pároco

Podes ver o vídeo aqui:

https://www.facebook.com/watch/?v=391106281917818&extid=1LhuMAguYdSxy1z2

Olá!
Temos uma grande decisão a tomar hoje.
E eu gostava de contar contigo.

O mundo está sempre a mudar (afinal “o mundo é composto por mudança…”, no dizer de Camões). A questão não é, portanto, se vamos mudar, mas sim como e quando. O que está hoje nas nossas mãos é a decisão de como queremos mudar e para onde queremos conduzir a nossa humanidade. A nossa paróquia de Linda-a-Velha quer estar activamente neste processo de mudança, promovendo a dignidade humana, naquele nível em que Jesus Cristo a viveu:
– na Relação com o Pai do Céu
– no Conhecimento da Verdade que liberta
– na Compaixão para com os mais necessitados
– na atitude de Serviço a todos

Este nível mais elevado de dignidade humana, faz-nos criar relações pessoais, familiares, sociais e políticas que são verdadeiramente fraternas. Queremos uma humanidade de inimigos? não! Queremos uma humanidade em competição? não! Queremos uma humanidade de irmãos? Isto sim! É para isso que trabalhamos todos os dias.

A paróquia de Linda-a-Velha dá-te as boas vindas! Conta connosco para criar esta “rede de relações fraternas”! Contamos contigo! Vamos a isso?!

Deus te abençoe!

Padre Diamantino Faustino

Vamos fazer da Igreja uma rede de relações fraternas!

Homilia 14junho 2020

Domingo XI do Tempo Comum, Ano A

Depois do sermão da montanha, São Mateus apresenta-nos, no seu evangelho, a acção de Jesus, percorrendo as cidades e aldeias da Galileia. Podemos resumir esta acção em três aspectos: Jesus curava, Jesus chamava e Jesus ensinava. Curava os doentes e possessos; chamava discípulos para o seguirem; ensinava as multidões e debatia com os fariseus e outros mestres.

Depois de toda esta acção de Jesus, escutámos hoje o que Ele decide fazer: chama e envia os apóstolos para continuar o seu trabalho.

Reparemos no que motiva esta decisão de Jesus em enviar os apóstolos: a compaixão.

Jesus viu aquela multidão, cansada e abatida, e o seu coração moveu-se de compaixão.

A descrição da multidão é muito expressiva: “cansada e abatida, como ovelhas sem pastor”.  Esta multidão é a humanidade, que precisa de pastores, de guias; precisa de ser alimentada, curada e ensinada. Cada pessoa que vem a este mundo passa por uma experiência semelhante. E, a cada pessoa, Jesus envia os seus apóstolos. A humanidade de hoje tem os mesmos cansaços e desânimos de sempre: seja a miséria e a ignorância; seja a avareza e o orgulho; ou seja a vaidade e os prazeres pervertidos. E por isso é sempre preciso anunciar de novo Cristo, que cura os corações feridos, que ensina a verdade, que chama a viver no seu amor.

Jesus deu aos apóstolos o seu mesmo poder: curar, ensinar e chamar. E sem o poder de Cristo os apóstolos nada valem. Mas sublinhemos que o poder de Cristo é apenas para servir, não para dominar. Quem cura e ensina está a servir, para que o doente e o ignorante possam recuperar forças e seguir o caminho. 

Ser pastor à maneira de Jesus, não é arrastar, nem manipular, nem empurrar: é dar condições de verdade e de liberdade, para que cada pessoa possa percorrer o caminho da sua vida, com amor e alegria.

É uma missão dos apóstolos, certamente, mas é também de toda a comunidade.  Sintamos hoje o apelo do Senhor, e tenhamos no coração a força que Ele nos dá para a missão. 

¿Linda-a-Velha tem multidões cansadas e abatidas? Tem.

¿Linda-a-Velha tem ovelhas que precisam de pastor? Tem.

¿Linda-a-Velha é terra de missão? É.

Então, não queres responder ao convite de Jesus para seres seu mensageiro?

Responde, sem medo!

Ao celebrarmos agora a eucaristia, louvemos o Senhor, que nos chamou, nos curou e nos ensinou. E ao sair daqui, alimentados pelo seu Espírito, sejamos testemunhas vivas do poder de Jesus, que transformou a nossa existência. Sejamos instrumentos de Jesus para ensinar, curar e chamar à fé.


Homilia (11junho2020)

Solenidade do Corpo de Deus — Ano A

Nos textos de hoje, é-nos apresentado um resumo da história do povo de Deus à luz da simbologia do alimento.

No texto da primeira leitura, é Moisés que se dirige ao Povo, recordando toda a história que tinha decorrido, e interpretando-a à luz do plano do Senhor Deus. Este plano de Deus inclui todas as dimensões pedagógicas, de que hoje tanto falamos: Deus foi colocando ao seu povo desafios, para que pudesse crescer e tornar-se adulto, um povo que fosse capaz de assumir compromissos e de os cumprir.

Dessa provação fez parte a fome, e o Senhor Deus tinha mostrado ao seu povo que podia alimentá-lo apenas com a sua palavra – nem só de pão vive o homem. Fez parte também a sede, e de novo o Senhor Deus mostrou ao se povo que podia realizar o impossível, fazer jorrar água de uma rocha.

Quer estes desafios, quer as provas do poder de Deus, tinham por objectivo que o coração daquele povo se tornasse humilde e fosse fiel ao Senhor Deus.

Ainda assim, — e isto é importante para percebermos o que Jesus diz no evangelho de hoje — por causa da dureza do seu coração, nenhum daqueles que saiu do Egipto entrou na terra prometida, nem sequer Moisés; só a geração seguinte, isto é, apenas os filhos daqueles que sairam do Egipto é chegaram a entrar na terra prometida.

É por isso que Jesus, no evangelho que escutámos, se refere ao pais que comeram o pão no deserto e morreram: apesar de terem comido um ‘pão que desceu do céu’, esse pão não lhes deu vida, muito menos vida eterna.

Jesus apresenta-se então a si mesmo como a realização daquela promessa do antigo testamento. Deus realmente pode dar ao seu povo uma vida eterna, pode dar ao seu povo uma terra prometida, mas essa vida e essa terra não são limitadas pela geografia nem pelo aumento dos anos. Trata-se de uma vida de uma qualidade nova, a que Jesus chama ‘vida eterna’.

Um factor essencial desta vida eterna, é o que Jesus afirma ao dizer: quem me come viverá por mim. Trata-se aqui de algo mais amplo e mais profundo, porque Jesus passa da dimensão terrena para a dimensão celeste; passa do estômago para o ‘coração’; da dimensão carnal para a dimensão espiritual; da dimensão nacional para a dimensão universal.

A vida eterna, portanto, não designa uma ‘quantidade-infinita’ da vida que conhecemos — como se fossemos prolongar infinitamente a vida sobre a terra —, mas antes designa a nova qualidade da vida em Cristo. Por isso, esta vida pode começar a ser vivida já, pela fé; e continuará a ser vivida, atravessando a morte, no Reino do Pai. 

O que mais nos improta hoje, é que podemos já viver assim. Podemos já ter uma qualidade de vida que mais ninguém nos pode dar, senão Jesus.

Voltando à interpretação da história do povo do antgo testamento, agora todo aquele que acredita em Jesus, e vive por Jesus, fazendo a vontade do Pai, esse percorre o caminho da humildade e da fortaleza, para alcançar a vida prometida no Reino dos Céus.

A nossa dificuldade é a mesma daquele povo. Experimentamos em cada dia a nossa dureza de coração. Sentimos em cada dia a vontade de desistir e de fazer o que nos apetece, em vez de seguirmos confiantes os mandamentos de Jesus. Sentimos a fraqueza da nossa fé.

Além disso, também podemos cair numa rotina aborrecida e estéril de ‘ir à missa para cumprir o preceito’, e reduzirmos a Eucaristia a um mero ritual a cumprir. Até a isso o Senhor Jesus se sujeita, por amor de nós!

(E também podemos cair na discussão inútil sobre os preceitos de ir à comunhão, se deve ser na mão ou na boca, de pé ou de joelhos, se desta maneira ou daquela… e esquecendo que o mais importante é a obediência a Deus e aos Pastores da Igreja,  que nos dão indicações claras sobre estas coisas. ¿Como podes ir comungar Cristo, se não estás em comunhão com os seus Pastores? ¿Se vais comungar com o coração murmurador, ou simplesmente inquieto, como pode receber a força viva de Jesus? ¿Quem não obedece aos pastores da terra, no que toca aos preceitos rituais, como poderá obedecer ao Pastor eterno no que toca aos preceitos da caridade de Cristo?)

Ora, a Eucaristia é a força vital de Jesus a ser-te oferecida. É a intimidade da mesa do Pai celeste, na qual tu és acolhido como filho. A Eucaristia é a oferta que Jesus te faz da sua própria vida, crucificada por amor de ti. A Eucaristia é a abundância do seu Espírito Santo, para de dar vida e santificar.

Por isso a Igreja Católica tem acentuado sempre a realidade da presença do Senhor. É verdadeiramente Jesus presente no pão e no vinho. Certamente que é a presença real na modalidade ‘sacramental’. Conforme ensina a doutrina, um sacramento ‘é um sinal eficaz da graça’; um sacramento ‘realiza aquilo que significa’. Portanto, a Eucaristia é uma presença real e eficaz de Cristo, no sinal do pão e do vinho. A pão e o vinho são alimentos do corpo, que significam o alimento espiritual que é Cristo, e que realizam a renovação espiritual do cristão, pela comunhão espiritual com Cristo.

Celebremos, então com renovada alegria esta solenidade. O Senhor não desiste de nos chamar e convidar para o seu banquete. E de novo vamos escutar as palavras, em que Ele vai dizer o quanto nos ama, ao oferecer o seu corpo ‘entregue por vós’ e o seu sangue ‘derramado por vós’.

O nosso coração esteja realmente ao alto, esteja em Deus, nesta atitude de louvor e acção de graças. Agradecemos o que Jesus fez e faz por nós. Louvamos o Pai pela sua bondade. Invocamos o Espírito Santo que hoje desce sobre nós nesta Eucaristia.


(29.4.2020) A ‘galáxia digital’

Papa Francisco: novas tecnologias, um dom de Deus, mas é necessária a “algor-ética”

Neste tempo em que as paróquias se ‘mudaram’ para o mundo digital, sobretudo as redes sociais, cruzei-me hoje com uma notícia do mês de fevereiro (antes da pandemia), que reportava o encontro do Papa Francisco com pessoas ligadas ao campo da inteligência artificial e à ‘galáxia digital’.
O Papa costuma reunir-se com especialistas de diferentes àreas da ciência, para melhor compreender a evolução do conhecimento científico.
Neste caso, sublinham-se as capacidades da inteligência artificial e dos algoritmos que gerem grande parte do mundo digital, desde as redes sociais até aos diagnósticos médicos.
(A pergunta impôe-se: o que é um algoritmo? podemos dizer que é uma série de procedimentos, para se obter um resultado. Estes procedimentos podem ser feitos automaticamente).
Sabemos que há sempre perigos, mas o Papa refere que “esses perigos não devem esconder o grande potencial que as novas tecnologias nos oferecem. Estamos diante de um dom de Deus, ou seja, um recurso que pode dar frutos para o bem.
Então, aproveitemos este tempo de pandemia e de #FicarEmCasa, para desenvolvermos as nossas capacidades no mundo digital, e transformarmos esta ferramenta de comunicação, em lugar de anúncio do Evangelho.
Deus vos abençoe!
Padre Diamantino.


Páscoa, apesar de nada (12.4.2020)

Haveremos de nos lembrar sempre desta Páscoa, porque foi nela que nos recordámos que não temos nada a fazer. De facto, desde a primeira Páscoa que é Deus quem faz tudo. Já os Hebreus ficaram fechados em casa, enquanto o anjo de Deus passava para os libertar. Também na Páscoa de Jesus, os discípulos fugiram, e fecharam-se em casa, escondendo-se com medo de serem presos.

Assim, nada de novo. Apenas que nos toca a nós esta situação. Tocou-nos a nós viver os tempos de covid-19. Assim, sejamos o que Deus quer e precisa: discípulos atentos, capazes de aceitar a cruz e de cumprir a missão que Deus nos dá hoje. Aceitar a realidade dos nossos dias, respondendo com a caridade de Cristo. Desta maneira, Jesus realiza a sua Páscoa e, através de nós, a Páscoa de Jesus chega aonde é necessária, desde os doentes nos hospitais até às pessoas isoladas em suas casas.

Coragem! e, apesar de nada, façamos tudo o que a caridade nos impele!

Santa Páscoa para todos! Deus vos abençoe!
Pe. Diamantino


HOMILIA – terceiro domingo da quaresma —15 de março de 2020
(estando suspensão de todas as missas, como medida de contenção do coronavírus)

No terceiro domingo da quaresma, escutamos o evangelho da samaritana, que nos apresenta o caminho novo que Jesus traz à Humanidade, que procura o Deus verdadeiro.
O facto de estarmos de quarentena, por toda a Europa, aliás, por todo o mundo, recorda-nos algo que todos sabemos, mas não ligamos: somos efémeros, passageiros, frágeis. A fragilidade física e biológica contrasta com a força espiritual a que Jesus nos desafia. Ele mesmo acabou por dizer: “no mundo sofrereis tribulações, mas tende coragem, eu venci o mundo”.
No evangelho da samaritana, Jesus, como era seu hábito, aproveita um acontecimento natural – ir buscar àgua – para dar um ensinamento sobrenatural. E aproveita mesmo a simbologia da água e da sede física, para falar das realidades espirituais. O espírito do homem tem sede de Deus. E de alguma maneira maravilhosa também percebemos que Deus tem sede do Homem. Esta imagem mais fundamental será a que mais nos surpreende: então Deus tem sede? então Deus tem desejo? então Deus espera algo? acredita em algo? Pois, parece que sim: Deus tem sede de ser amado pelo Homem; deseja ser correspondido no amor; espera que o Homem se volte para Ele; acredita que o Homem pode acreditar n’Ele e amá-Lo.
Daí que a revelação de Jesus sobre os verdadeiros adoradores tenha todo o sentido neste contexto: “Os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade, pois são esses os adoradores que o Pai deseja.” E é o proprio Jesus que usa aqui a palavra ‘desejo’. Havemos de a entender em sentido forte, em sentido existencial, em sentido profundo do coração, que deseja muito, porque ama muito. Esta imagem da sede é a mais forte para nós: quem já experimentou a sede sabe o que significa este desejo mais forte do que tudo, mais intenso do que tudo, mais prioritário e mais forte… mais questão de vida ou de morte.
O Pai deseja os adoradores em espírito e verdade. Portanto trata-se de um culto espiritual, racional, do coração… na verdade. Reparemos que é aqui sempre que Jesus nos leva, para nos mostrar onde se joga a nossa vida: na transparência do coração. Jesus leva-nos do exterior, do aparente, do material e passageiro, para o interior, o essencial, o espiritual e definitivo.
O Homem também deseja a verdade. Procura-a sempre de diferentes formas, ainda que por vezes muito parcial, ou até deformada, mas ‘a Procura’ está sempre presente, a sede do coração do Homem não pode ser omitida. Muitas vezes é sim enganada, com outras ‘águas sujas’, que apenas disfarçam a dor que a sede nos provoca.
Então, Jesus é Aquele onde a sede do Homem e a sede de Deus se encontram e se saciam plenamente. Em Jesus, o Pai sacia-se plenamente do amor humano do seu Filho; e o Filho sacia-se totalmente do amor divino do seu Pai. (Certamente é este o sentido das palavras do Pai, no episódio da transfiguração, ao dizer “este é o meu Filho muito amado”, e no Baptismo “n’Ele pus todo o meu agrado”.)
A samaritana é imagem de toda a Humanidade. Ela teve ‘cinco maridos’ e agora ‘não tem nenhum’, ela tem de ir à fonte uma e outra vez sem encontrar a saciedade definitiva. Assim a Humanidade procura por si mesma de muitas formas encontrar a felicidade, mas sempre fica insatisfeita. E agora Jesus oferece da sua água, que mata a sede, e, além disso, se torna uma fonte de vida eterna. Uma água viva.
Ao aproximar-se a Páscoa, deixa que se renove em ti a sede de amor, para que experimentes a plenitude do amor do Pai por ti; a fim de que compreendas o porquê do sofrimento de Jesus, porque Ele tinha sede de ti; a fim de que lances fora todas as falsidades, e acolhas a verdade de Cristo iluminando a tua verdade de pessoa, maravilhosa e única: és amado plenamente pelo Pai. Não queres amá-l’O também plenamente?
Não deixes que as fragilidades deste mundo te desanimem, nem desesperem. Acolhe Cristo. Acredita n’Ele. Segue-O. Faz o bem como Ele fez, com alegria. Renova, com plena liberdade e vontade as tuas promessas de Baptismo nesta Páscoa.

VISITA PASTORAL

(7/2/2020)
A visita pastoral à Vigararia de Oeiras está a decorrer!
Na nossa paróquia de Linda-a-Velha será na semana, de 10 a 16 de Fevereiro.
É ocasião de encontro.
Encontro da comunidade paroquial com o seu pastor.
Encontro do Bispo com o seu rebanho.
Encontro da Igreja com as realidades do mundo.
Encontro do Mundo com a vocação ao Reino de Deus.
Rezemos nestes dias mais intensamente pelos nossos Bispos, a fim de que a missão de testemunhar Cristo Vivo, que receberam dos Apóstolos, se realize com renovado vigor no nosso tempo e na nossa vila de Linda-a-Velha.

Pe. Diamantino.

NATAL ( ? ) ( ! ) ( @ ) ( € ) ( † )

(1-12-2019)
A cada ano, deixamo-nos conduzir pelo ritmo social dos eventos, na vida familiar, social e profissional. Além disso, somos estimulados a corresponder às inúmeras solicitações que o entretenimento e a publicidade nos lançam.
No Natal, a vida familiar e social podem surgir com uma especial uma exigência, pelas expectativas criadas em torno deste tempo: há afectos a gerir; há presentes a decidir.
Entretanto, no alicerce da nossa vida, há a realidade que nos sustenta, sempre firme, apesar de silenciosa. Há os factos e as palavras que recordamos, e reinterpretamos, mas que ressurgem tal como são, para nos desafiar a novas releituras.
Aproveita este Natal para te reencontrares com o teu alicerce: há a tua história, a história da tua família, a história do teu país, a história do mundo, e no segredo de todo esse tecido de histórias há a história de Deus contigo, a História da Salvação. O teu alicerce está aí. O Amor e a Sabedoria de Deus permanecem como a realidade mais firme na qual podes iluminar, reler e reorientar a tua vida.
A boa nova é de novo anunciada neste Natal, a ti e a cada pessoa: Deus ama-te e vem para ti, para se relacionar contigo, neste modo de relação novo que Jesus inaugurou, a partir da sua vida de santidade: Verdade, Misericórdia, Perdão, Amor.
Um Santo e Feliz Natal para ti e toda a tua família!
Pe. Diamantino.


QUAL A TUA VOCAÇÃO?

(8 -11- 2019)
ESTAMOS A CELEBRAR A SEMANA DE ORAÇÃO PELOS SEMINÁRIOS.
Duas atitudes são necessárias:
Primeira, rezar pelas vocações sacerdotais: “pedi ao Senhor da seara que envie trabalhadores para a sua seara”.
Segunda, propôr o discernimento vocacional às crianças e jovens: “já perguntas-te a Deus o que Ele quer de ti?”
Lembremo-nos que há muitas vocações sacerdotais, a nível mundial. No nosso país, e na europa em geral, é que sentimos falta de vocações. Mas o caminho é sempre o mesmo: conversão e confiança no Senhor; ousadia nas propostas de vida e vocação; aprsentar aos jovens a beleza da fé e da relação fraterna.


Linda-a-Velha: terra de missão!

(8-10-2019)
Estamos no mês missionário. O Papa Francisco quis que este ano o Outubro missionário fosse ainda mais especial. Foi proclamado o MÊS MISSIONÁRIO EXTRAORDINÁRIO OUTUBRO 2019; com o tema BATIZADOS E ENVIADOS: A IGREJA DE CRISTO EM MISSÃO NO MUNDO. Podeis encontrar todos os conteúdos aqui. A reunião especial do Sínodo dos Bispos, que está a acontecer em Roma, incluindo a temática da Amazónia, insere-se neste dinamismo de renovação missionária.
Quanto à nossa paróquia, continuamos no dinamismo missionário, a que o nosso Sínodo Missionário tem desafiado, desde já há cinco anos. Por isso, desafio todos os paroquianos de Linda-a-Velha a deixarem-se dinamizar pela “alegria do evangelho”, pelo “louvor ao Criador, cuidando da casa comum que Ele criou para o Homem”, pela “felicidade de serem santos hoje”, e pelo anúncio de que “Cristo vive”, e pode salvar o Homem dos males que destroem a sua dignidade.
Escutar Cristo, deixar-se transformar por Cristo, anunciar Cristo. É este o programa permanente e maravilhoso que queremos implementar, de forma renovada, na nossa paróquia.
O vosso Pároco,
Pe. Diamantino.



(8-9-2019)
Caros irmãos da vila de Linda-a-Velha,

saudações fraternas!
Estamos a celebrar mais uma vez a nossa padroeira, a Mãe de Jesus, sob a invocação de Nossa Senhora do Cabo. O amor à Mãe do Céu expressa-se desta forma ao longo dos tempos, com as inúmeras referências geográficas, nas quais os fiéis sentiram a presença protectora e forte da Mãe do Céu. Aqui na nossa zona, temos a Senhora do Cabo e a Senhora da Rocha (e podemos lembrar as invocações de Senhora da Lapa, Senhora da Pena, etc.).
A paróquia de Linda-a-Velha está em renovação missionária, dentro do dinamismo do Sínodo Diocesano de Lisboa. Queremos neste ano continuar esta renovação. O programa paroquial e o calendáro paroquial reflectem esta preocupação, em duas vertentes: os jovens e os mais esquecidos. Estas duas preocupações do Papa Francisco – a juventude e as periferias – chegam até nós neste dinamismo do Sínodo Diocesano. Queremos implementá-las!
Nesta Novena da festa da Padroeira iremos elevar as nossas preces invocando o Espírito Santo; iremos disponibilizar o nosso coração para acolher a força de Jesus Ressuscitado; queremos estar disponíveis para a missão em Linda-a-Velha: “Linda-a-Velha: terra de missão”. E ninguém se sinta fora deste chamamento-envio.
Para os adolescentes e jovens há um dinamismo ligado às próximas Jornadas Mundiais da Juventude, que se vão realizar em Lisboa, no ano 2022. Anunciar Jesus aos adolescentes e jovens, para que aprendam a dizer sim a Deus, como fez a Virgem Maria e como fizeram todos os Santos.
Para as periferias queremos renovar o cuidado com os mais esquecidos: os que vivem sozinhos, os mais idosos e doentes, os que sofrem de algum tipo de carência. O nosso Centro Social já apoia as famílias no cuidado dos seus mais idosos. Também o grupo dos ‘Vicentinos’, e a ‘Arca de São Martinho’, se têm ocupado com a ajuda material a quem nos procura.
Conto com todos vós, nesta renovação da nossa paróquia, para bem da dignidade das pessoas que nela vivem.
O vosso Pároco
Pe. Diamantino Faustino.


BOAS FÉRIAS 2019!!!
Chegados ao verão, a luz abundante e as temperaturas amenas, com tempo de férias, convidam a usufruir da natureza e admirar toda a vida com os olhos do Criador.
Desde o mais pequeno organismo até às grandes estrelas e galáxias, que podemos observar, a nossa fé recorda que a obra que mais agradou ao Senhor foi o ser humano: <<Ele viu que era tudo muito bom>>, com a criação do casal humano, a sua mais bela criatura!
As famílias aproveitem este tempo para saborear o melhor que Deus dá ao ser humano: o amor de Jesus, concretizado nas relações familiares!

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HOMILIA – 26-5-2019 Domingo VI da Páscoa

Os sacramentos como fruto da Páscoa: a reconciliação


Logo no dia da ressurreição Jesus dá aos seus discípulos a missão de perdoar, juntamente com a sua paz e o envio em seu nome: ‹‹A Paz esteja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio; recebei o Espírito Santo, os pecados serão perdoados a quem os perdoardes››.

Já tinha começado assim a vida pública de Jesus, com o convite: ‹‹Convertei-vos e acreditai no Evangelho››.

Toda a vida de Jesus foi uma realização da reconciliação. Ele ofereceu o perdão de Deus a quem o encontrou, por vezes até sem lhe ser pedido. Lembremo-nos da mulher adúltera a quem Jesus diz: ‹‹nem eu te condeno, vai e não tornes a pecar›› e do paralítico, que escuta de Jesus as palavras ‹‹filho, os teus pecados estão perdoados››.

Sabemos que esta maneira de Jesus actuar era surpreendente, ao ponto de ser causa de acusações contra Jesus. Os fariseus insistiam que só Deus tem poder de perdoar os pecados, Jesus não poderia fazer isso.

Para entender a profundidade desta acção de Jesus, olhemos para a história da humanidade, tal como ela é apresentada na Escritura: a origem do mundo na bondade do Criador – ‹‹e viu que tudo era bom›› – e a destruição do mundo, pela maldade do homem. Neste sentido, precisamos notar que a maldade na escritura não é uma entidade, mas uma situação. O Homem coloca-se em situação de pecado. Esta situação, nas suas diferentes ocasiões, pode interpretar-se sempre como desobediência a Deus. Assim também se deve interpretar a acção de Satanás na Escritura: é o sedutor, que seduz o Homem para se afastar de Deus (narrativa da criação de Adão e Eva); é o acusador, que acusa o Homem diante de Deus, tentando que Deus condene o Homem (livro de Job). Por isso Jesus nos ensina no Pai Nosso a pedir: ‹‹livrai-nos do Mal (=Maligno)››. A acção do Maligno nada pode sem a decisão da liberdade humana.

Além da História, a Escritura do antigo testamento inclui também as leis: a Lei de Moisés. Esta Lei determinava os comportamentos para com Deus, para com os irmãos judeus e para com os outros povos. O pecado estava directamente relacionado com o desobedecer à Lei.

Notavelmente, Jesus começa o sermão da montanha a dizer: eu não venho deitar fora a Lei de Moisés, Eu venho para cumprir toda a Lei. Jesus apresenta-se logo desde o início como Aquele que pode fazer o que ninguém tinha feito: cumprir plenamente a Lei de Deus, sem nunca pecar.

Este é o primeiro sentido da obediência de Cristo: obedeceu em tudo, como homem judeu, à Lei de Deus. O segundo sentido é o da obediência à vontade do Pai. Aqui trata-se da sua missão específica de Filho enviado para dar a vida pelos pecados do mundo. Por isso Jesus diz: ‹‹o meu alimento é fazer a vontade de meu Pai››, e ainda: ‹‹se é possível afasta de mim este cálice, no entanto, não se faça o eu quero, mas o que Tu queres››.

Carregamos, assim, sobre nós o peso da desobediência a Deus, que é a causa do mal que há no mundo. Insisto: não é uma causa misteriosa, nem uma força maléfica, nem uma entidade divina do mal: é a liberdade do homem que toma decisões contrárias à Lei e à vontade de Deus.

Para compreendermos o sentido do perdão e da reconciliação que Jesus nos oferece, temos de seguir esta linha de pensamento: O mal existe. O mal só pode ser vencido na sua raíz. A raíz do mal é o coração do homem. Só curando o coração pode vencer-se o mal. É possível curar o coração com o perdão de Cristo. 

Em Cristo, foi curada a ferida do pecado, e o homem foi religado a Deus, reconciliado com Deus, porque n’Ele houve sempre obediência à Lei e à vontade do Pai.

Todos os outros sacramentos se entendem neste dinamismo de Deus querer curar o coração do Homem. O perdão dos pecados é a cura do coração, é a possibilidade de na realidade da tua vida, não ficares refem do mal que cometeste, mas poderes recomeçar, renascer, a partir de Deus. Recordemos:

No sacramento do Baptismo celebramos o perdão dos pecados. Neste sentido, a Confissão é como que uma renovação do Baptismo, pois restabelece a pessoa na dignidade baptismal.

No sacramento da Eucaristia temos também o dinamismo do perdão, nas próprias palavras da consagração: ‹‹ este é o meu sangue derramado… para remissão dos pecados››. E a celebração da Eucaristia começa sempre com o acto penitencial que inclui uma absolvição, que é válida para os pecados leves (para os pecados graves mantém-se o dever de confissão integral).

No sacramento da unção dos doentes, pede-se a cura e o perdão dos pecados do doente.

O sacramento da Reconciliação, é o sacramento por excelência do perdão. Habitualmente este sacramento designa-se por confissão. No entanto, a confissão designa um modo de celebrar a reconciliação.  O próprio ‘Ritual da Celebração da Penitência’ prevê a possibilidade da confissão geral e a absolvição geral, ainda que reservada a circunstâncias especiais.

Sobre as dúvidas e críticas a este sacramento, sobretudo à modalidade de confissão, temos de dizer que só se entende este sacramento no contexto da conversão pessoal contínua. Tu precisas de te converter todos os dias, isto é, todos os dias podes dizer sim ou não a Deus. Celebrar a confissão, tem também um objectivo de crescimento espiritual e exigência pessoal: Supõe um desejo de santidade. Implica uma vigilância sobre ti mesmo, os teus pensamentos, as intenções, as palavras e as acções. Exige o esforço por obedecer em tudo à Lei de Deus e à sua vontade. Só assim percebes porquê e quando precisas deste sacramento.

Sobre a objecção de que “eu confesso-me a Deus”, recordemos que ninguém se salva sozinho. Deus é quem salva, mas salva em comunidade. Aliás, pertencermos a uma comunidade, à Igreja de Cristo, já é estarmos a ser salvos, estamos na barca de Cristo. Assim, dizemos que, porque o pecado é sempre pessoal, deve ser confessado pessoalmente. Porque o pecado tem sempre consequências sociais, porque é sempre prejudicial aos outros, deve ser perdoado pelos outros. Neste pondo entendemos melhor o porquê de não bastar uma confissão entre-eu-e-Deus. Além disso, é mandamento do próprio Jesus aos Apóstolos: os pecados serão perdoados a quem os perdoardes. Portanto, Jesus quer que tu recebas o perdão através dos seus representantes na terra.

A celebração sacramental implica quatro elementos: arrependimento, confissão, penitência e absolvição. No arrependimento, há a contricção, isto é a dor por ter pecado; por vezes é preciso pedires a Deus que te dês o ‘dom da contricção’. Na confissão, dizes na íntegra os teus pecados, bem identificados perante ti e perante o sacerdote. Na penitência, está implícita a reparação do mal que tenhas feito e das suas consequências (a indulgência), se possível, e também a correção das atitudes interiores. Na absolvição é o sacerdote que está em nome de Cristo, para impôr as mãos e dizer a fórmula da absolvição: ‹‹Eu te absolvo dos teus pecados, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo››.

Quanto à frequência com que se deve celebrar este sacramento, há apenas um dos mandamentos da Igreja que diz: “confessar-se ao menos uma vez no ano”. De qualquer modo, cada cristão deve celebrar este sacramento sempre que te tenha consciência de pecado grave.

Na doutrina da Igreja há a obrigação de confessar na íntegra os pecados graves, para que sejam perdoados sacramentalmente. Os pecados leves não têm obrigação de confissão, e podem ser absolvidos, quer nas celebrações comunitárias da penitência, quer na celebração da eucaristia, no acto penitencial. Mas em ambos os casos há a intervenção da comunidade: é o sacerdote que preside ao perdão dos pecados, em nome de Cristo. Encontramo-nos aqui , mais uma vez, com o dinamismo próprio dos sacramentos: a Igreja faz o que Jesus fez, e vem ao encontro do pecador para lhe oferecer o perdão.

Celebremos agora a Eucaristia, na qual o Senhor se entrega para remissão dos nossos pecados. 

HOMILIA | 19-5-2019 | DOMINGO V DA PÁSCOA
Sob o tema: os sacramentos como fruto da Páscoa de Jesus.

Sob o tema: os sacramentos como fruto da Páscoa de Jesus:
A Ordem.

Neste tempo da Páscoa, meditando sobre os sacramentos enquanto fruto da Páscoa, e por ser o Domingo do Bom Pastor, dia de oração pelas vocações, parece adequado falarmos do sacramento da ordem. É o sacramento dos bispos, presbíteros e diáconos.

Será bom começar por recordar que a nossa vida é sempre vocação. Podemos dizer que cada um de nós tem sempre três vocações: a vocação á vida; a vocação à fé; e a vocação ao serviço. Vocação à vida, porque nenhum de nós se fez a si mesmo, nenhum de nós decidiu existir: alguém nos fez existir, algúem nos chamou à vida. Vocação à fé, porque nenhum de nós conheceria Cristo se não nos tivesse sido anunciado; fomos chamados a acreditar em Jesus. Vocação à missão, porque na comunidade cristã cada um é chamado a uma missão específica: no matrimónio, na vida consagrada, no sacerdócio. 

Comecemos, como em tudo, por Cristo. Ele é o único Pastor, o único e eterno Sacerdote. É de Jesus que se diz ser “ungido com o Espírito Santo” e que “passou fazendo o bem”. A sua missão é o serviço: “eu não vim para ser servido, mas para servir e dar a vida”. Ele é o único Bom Pastor, porque Ele dá a vida pelas suas ovelhas.

Para continuar esta sua acção e missão, Jesus chamou os doze apóstolos. Nos evangelhos temos o testemunho mais específico do chamamento do apóstolo Pedro: em São Mateus, escutamos: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja;”  em São Lucas: “Eu roguei por ti, para que a tua fé não desapareça. E tu, uma vez convertido, fortalece os teus irmãos”; e em São João: “apascenta as minhas ovelhas”. Ao dizer a Pedro que apascentasse as suas ovelhas, Jesus fá-lo participar da sua missão de Pastor: de quem são as ovelhas? de Jesus; quem as apascenta? Pedro, por mandato de Jesus. O sacramento da ordem está ligado a este mandato. 

Neste dinamismo de presença de Cristo através dos sacramentos, o sacramento da ordem compreende-se assim como acção real e eficaz de Cristo para ensinar, conduzir e alimentar o seu povo. Cristo age pelo seu ministro ordenado, e este age em nome de Cristo (in persona Christi). 

Outra passagem muito significativa deste mandato de Jesus aos apóstolos, é a seguinte: no dia da ressurreição, o Ressuscitado soprou sobre todos apóstolos dizendo, “recebei o Espírito Santo, os pecados serão perdoados a quem os perdoardes e retidos a quem os retiverdes”. É Jesus a dar aos apóstolos o dom do Espírito Santo, para que eles tenham o poder de fazer o que Jesus fazia, especificamente, o poder de perdoar os pecados. É o dom do Espírito Santo que garante esta presença e acção invísivel do Senhor, na pessoa dos seus apóstolos, para – repito – fazerem o que Jesus fazia, e não outra coisa nem de outra maneira.

É verdade o que a experiência e a Escritura nos dizem acerca de perdoar o pecado: o homem não tem poder para curar o pecado; não tem poder para vencer o mal que há no mundo; só com o poder de Cristo o mal pode ser vencido! No sacramento da ordem este poder é dado aos ministros ordenados: têm o poder para vencer o mal que destrói o ser humano e o mundo.

Finalmente, o mandato eucarístico. Na última Ceia, depois de repartir o pão e o vinho Jesus manda: “fazei isto em memória de mim”. Isto o quê? A entrega de Jesus, oferecendo-se ao Pai pela salvação do mundo e, com Cristo, oferecermo-nos “como oferta viva, santa, agradável a Deus”. Este é o novo sacerdócio. “Fazer isto” tem esta dupla significação: a acção ritual da eucaristia, a acção pessoal do oferecimento de nós mesmos ao Pai. E sublinhemos uma não pode ser sem a outra, porque só poderemos oferecer-nos com Cristo, se temos a força de Cristo, o seu Espírito, que nos é dado na Eucaristia: “quem me come, viverá por mim”. Por isso, também o ministro ordenado age com o poder de Cristo para que, no Pão e no Vinho, haja comunhão com o Senhor Ressuscitado, com Cristo Vivente.

Assim, Jesus não está longe dos crentes, mas permanece presente na nova modalidade por ele encontrada, a que nós chamamos de presença sacramental. Em cada um dos sacramentos, é o Senhor Jesus que está presente e actua. No sacramento da ordem, é a mesma presença sacramental de Jesus na pessoa do ministro ordenado.

Assim, a Igreja anuncia-te: pela tua fé em Cristo e pela acção dos sacramentos, Cristo encontra-se realmente contigo! No sacramento da ordem, é disto mesmo que se trata: a presença de Jesus e a tua relação pessoal com Ele, Vivo e presente para ti!

Ao estar em nome do único Pastor, o ministro ordenado deve ser modelo do rebanho e por isso assume em si mesmo características que são comuns a todos, embora de forma essencialmente diferente: todos são ungidos em Cristo (são ‘cristãos’ = ungidos), mas o ministro ordenado é ungido para servir o povo, em nome de Cristo; todos são enviados a anunciar a palavra de Cristo, mas o ministro ordenado tem a missão de fortalecer a fé dos irmãos; todos se oferecem com Cristo no sacerdócio novo, espiritual, mas o ministro ordenado tem a missão de presidir à mesa da eucaristia, onde renova pessoalmente a oferta que Cristo faz de si mesmo pelo seu povo.

Que o ministério ordenado seja um sacramento, sublinha também que não se trata apenas de uma questão de organização, nem de uma questão de opção e capacidades pessoais, mas sim de escolha, missão e presença de Cristo na pessoa do seu ministro. Não se trata nunca de uma promoção pessoal, mas de um serviço.

O ministério ordenado organiza-se em três graus: bispos, presbíteros e diáconos. Porquê três graus? Não bastaria um apenas? De facto, o ministério ordenado pleno é o dos Bispos, sucessores dos apóstolos. Então e os presbíteros? Estes são colaboradores dos Bispos, e participam do sacerdócio (servem à eucaristia e  ao perdão dos pecados). E os Diáconos? Também são colaboradores dos Bispos, e participam da sua missão de servir (serviço da palavra e da caridade). A Missão do ministério episcopal desdobra-se assim, em mais dois ministérios, para bem do povo de Deus, de acordo com as circunstâncias históricas concretas, segundo a necessidade de organizar as comunidades em diferentes serviços. Cabe ao Bispo distribuir a sua missão de servir, pelos colaboradores que entende, para bem da comunidade.

Assim entendida, a vocação ao ministério ordenado é muito natural, uma vez que se trata de assumir uma missão de serviço, no ritmo de uma comunidade que serve. Todo o discípulo é chamado ao serviço, e o ministério ordenado é serviço especial, por especial chamamento de Cristo.

E como se faz o dircernimento da vocação? É simples, porque é fruto da relação com Cristo. Pergunta-te como está a tua relação com Cristo, e saberás como estás a responder à vocação que Ele tem para ti. Depois, deves entender que no discernimento contam sempre três pólos: pessoal, comunitário e divino. É Deus que chama, és tu quem responde, é a comunidade que confirma o chamamento e a resposta. A Igreja Mãe tem esta missão de ser mediadora: por meio dela Deus te chama; e por ela tu respondes a Deus; é a Igreja que te confirma na vocação; não tenhas emdo, não estás sozinho; confia na tua Mãe Igreja.

Portanto, querido jovem, escuta Cristo, responde a Cristo! Ele chama por ti! Trata-se apenas disto! Não há aqui nenhum mistério nem nenhum segredo escondido: há a tua relação com Cristo levada a sério! Ele precisa de servidores! Ele quer dar a sua palavra, o seu pão e o seu perdão através de ti! Ele chama-te a este serviço de formar, alimentar e curar os membros da sua Igreja. Por isso, não fiques parado, mas caminha com Cristo! Não tenhas medo, mas confia em Cristo!

Na verdade, a experiência da vida de ministros ordenados é que nos vai revelando isto cada vez mais: não fui eu que quis ser sacerdote, mas foi Cristo que me quis e me conduziu até esta missão. Não sou eu que sou melhor do que outros, mas é Cristo que me escolheu a mim para realizar as suas obras. Ninguém tem maior consciência da sua própria fragilidade do que quem recebe esta missão de servir; mas também ninguém tem maior consciência das maravilhas que Cristo faz, do que quem, sendo fraco, vê Cristo realizar milagres nos outros, através das palavras e acções que realiza.

É o que vai acontecer agora nesta eucaristia: pelas mãos frágeis do sacerdote o Senhor Jesus torna-se realmente presente neste pão e neste vinho; Cristo hoje oferece a sua vida por ti; oferece-se como teu alimento, para que venças o mal e sigas o caminho do bem, para que possas oferecer-te com Cristo ao Pai.

 



Homilia (5-5-2019)

Sob o tema: os sacramentos como fruto da Páscoa de Jesus:

O Matrimónio.

O matrimónio é uma realidade que surge referênciada na Escritura, logo ‘na primeira página’, directamente ligada à criação do ser humano.

A referência é dupla: no primeiro poema da criação diz-se: <<Deus os criou homem e mulher e lhes disse crescei e multiplicai-vos.>> e depois na narrativa da criação do ser humano: <<o homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa e serão os dois uma só carne>>.

Toda a história do Povo de Deus estará marcada pela realidade do matrimónio, certamente com algumas variações ao longo dos tempos, mas mantendo sempre a referência a esta vontade do criador.

A mais significativa é a que fica registada no sexto mandamento: <<não cometerás adultério>>, reforçando a dimensão da fidelidade matrimonial mas também a sua santidade. Deus de facto insiste: <<sede santos porque Eu sou Santo>>.

A tal ponto é esta exigência do amor e da santidade, que os profetas podem utilizar a imagem do matrimónio para falar da relação de Deus com o seu povo: <<tal como o jovem recebe a donzela, o teu construtor te desposará, e como a esposa é a alegria do marido tu serás a alegria do teu Deus.>>

Jesus é o esposo que vem desposar a sua esposa, a Igreja. Na sua vida terrena, Ele realizou um sinal e deu um ensinamento acerca desta realidade do matrimónio. O ensinamento foi aquele aos fariseus, quando lhe perguntaram acerca do divórcio. Jesus respondeu: <<foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés permitiu o divórcio, mas ao princípio não foi assim. … não lestes que, ao princípio, Deus os criou homem e mulher para se unirem, e serão os dois uma só carne. Portanto já não são dois, mas um só. Não separe o homem o que Deus uniu.>>

Neste ensinamento Jesus recorda e propõe de novo o plano inicial de Deus. Jesus mostra que Deus não desistiu de realizar o seu plano de felicidade para o ser humano. E o problema, revela Jesus não está na exigência da lei, mas sim na dureza do coração. É aí, portanto, que haveremos de procurar a solução para as dificuldades do matrimónio. Com Jesus não se trata de mudar as leis, nem de fugir delas, mas sim de ter a força necessária para as cumprir.

Além do ensinamento, Jesus realizou também um sinal: foi nas bodas de Caná. Aí Jesus esteve presente num matrimónio, e quando faltou o vinho, isto é, quando faltou a alegria, Jesus mostrou o seu poder em dar de novo alegria àquelas bodas. E o segredo para esta acção de Jesus foi o pedido de Maria: <<fazei tudo o que Ele vos disser>>.

Este sinal de Jesus liga-se a uma passagem de São Paulo, na carta aos Coríntios, quando diz: <<assim como Cristo amou a igreja e se entregou por ela, assim também o marido deve amar a sua mulher.>>

Assim, aqui vemos Jesus como o esposo da Igreja, que mostra o seu amor, ao renunciar a si mesmo e entregar a vida por ela. Percebemos assim que este amor que Jesus dá ao matrimónio não está incluído no desejo sensual, nem na paixão arrebatadora, mas supõe outra realidade: a capacidade de amar à maneira de Jesus. Ele mesmo tinha dito: <<ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por aqueles que ama>>.

Neste tempo da Páscoa temos muito presente que Jesus ressuscitado enviou os seus discípulos para que anunciassem a boa nova e ensinassem a cumprir tudo o que Ele tinha mandado. Certamente também tudo o que se refere ao matrimónio.

Reparem que ao longo dos séculos esta dimensão tem sido e é hoje também uma das dimensões mais visiveis da evangelização: quando se anuncia o Evangelho em povos onde há poligamia, os cristãos sobressaem pela unidade do matrimónio: apenas um e apenas uma, afirmando assim a igual dignidade do homem e da mulher e a sua paridade na relação matrimonial. Aqui percebemos que a melhor forma de promover a dignidade da mulher é precisamente o matrimónio, onde o ser feminino realiza maravilhosamente as suas características. Também se implica aqui a complementaridade: sendo diferentes um do outro, homem e mulher complementam-se perfeitamente na relação familiar: um sem o outro não podem ser família.

Decorre também daqui a dimensão da fidelidade: nada mais natural quando se trata de igual dignidade, de complementaridade, de amor e respeito para toda a vida. Ser fiel fundamenta-se também na fidelidade de Cristo: ele foi fiel até ao fim, mesmo quando teve de sofrer. O sofrimento de Cristo por amor à sua esposa igreja, é sinal e força para que marido e mulher possam também enfrentar os sofrimentos próprios da relação familiar. E assim permaneçam em tudo fiéis um ao outro.

Outra dificuldade muito presente na evangelização é a da indissolubilidade, isto é, o casamento não se pode dissolver, não há divórcio. Reparem que nas religiões e culturas que conhecemos, todas consideram a possibilidade do divórcio, excepto a católica. E sabemos como na nossa própria sociedade isto tem sido causa de tantos problemas: a lei civil permite o divórcio, mas a lei católica não. E muitos cristão menos firmes na fé acabam por seguir esse caminho para tentar resolver os problemas do casamento.

Mas como Jesus disse, é da dureza do coração que surge esta necessidade do divórcio, e por isso os casais que querem casar-se pela igreja, celebrando o sacramento do matrimónio, precisam de ter consciência quer da grandeza deste sacramento, quer das condições espirituais necessárias: têm de começar pelo seu coração: só um coração onde habita o Espírito de Jesus poderá viver o matrimónio à maneira de Jesus.

Por hoje falemos ainda da fecundidade. Ou seja, o matrimónio é para gerar filhos. Na doutrina está definido que o matrimónio tem duas finalidades: a união dos esposos e a geração dos filhos. Especificamente esta finalidade refere-se à intimidade entre marido e mulher. Uma intimidade que nunca pode ser  egoísta nem abusadora, mas antes oferecimento: eu sou para ti e tu és para mim. Como se diz no ritual do matrimónio: <<recebo-te por minha esposa; recebo-te por meu esposo>>. Cada um se entrega ao outro, e assim se unem e dão vida aos filhos. Também aqui a dureza do coração, que se deixa guiar por outras preocupações materiais, tem levado muitos casais a não quererem filhos. Portanto, reafirmemos e digamos: deixem-se tocar por Cristo! Renovem o seu compromisso marimonial! Recordem a benção de Deus e não tenham medo da vida! Dar vida é a maior alegria, e poder viver em família, dando prioridade às pessoas e não às coisas é a verdadeira fonte da felicidade.

A eucaristia que vamos celebrar é alimento da vida do cristão e por isso da vida familiar. Jesus sabe que somos fracos, e por isso vem dar-nos a sua força. A família precisa de se alimentar semanalmente desta força de Jesus. Portanto, oferece-te com Jesus sobre este altar. Deixa que Jesus se ofereça por ti hoje: comunga do seu Espírito e leva-o para tua casa, para os teus filhos, para os teus pais, para toda a tua família.



Páscoa 2019 (21-4-2019)

A Páscoa chega cada ano ligando-nos ao ritmo da Criação. A ligação ‘ecológica’ ao Universo passa pelo ritmo anual da translação do planeta terra em torno do sol, o ritmo mensal do ciclo lunar, enfim, o ritmo diário da rotação do planeta terra. Sabermos que a data da Páscoa é marcada de acordo com estas referências naturais, que tanto trabalho dão às ciências astronómicas, deixa-nos também o desafio de olhar de novo para todo este ritmo cósmico. Sermos ecológicos é, no fundo, entrarmos nesta sinfonia da criação, onde os diferentes ritmos se conjugam, na pulsação de Deus, e onde a pessoa humana é chamada a viver o seu ritmo pessoal e irrepetível. É uma forma de olhar a nossa própria liberdade: dentro do ritmo cósmico, percebendo a batuta divina, interpretarmo-nos como pessoa e sociedade, em sincronia com tudo o que nos rodeia e com Quem nos habita.

A ressurreição do Senhor, momento e lugar da Nova Criação, deixa-nos a certeza: por mais que haja ‘des-sincronias’ ao longo desta interpretação, está garantido um final fantástico!

Um gesto simples para começar? Assinar esta petição:

https://act.350.org/sign/demand-fossil-free-eib


Protecção de menores (24-2-2019)

Nestes dias o Papa Francisco reuniu com os representantes dos Bispos de todo o mundo, em Roma, para reflectir sobre a protecção de menores nas instituições da Igreja. Os factos têm sido duros para todos, e ficamos tristes e até chocados com o que tem sido dado a conhecer.
Entretanto, o Papa Francisco tem dado linhas claras, e estamos no caminho de estabelecer mudanças de mentalidade, de atitudes e de procedimentos perante os abusos. Depois deste encontro em Roma esperaremos pelas indicações que surjam, quer para os Bispos, quer para todos os fiéis.
O Santo Padre tem também sublinhado outro aspecto: não basta acusar! a repetição insistente da acusação é obra maligna; o que é necessário, sim, é denunciar frontalmente o mal e de imediato procurar a solução adequada, pensando primeiramente nas vítimas desse mal. Curar as vítimas e corrigir os culpados.
Trata-se afinal de cumprir o Evangelho! O desafio de hoje é o de sempre: como enfrentar os problemas do nosso tempo, à luz do Evangelho de Jesus; como concretizar perante estas situações a justiça e a misericórdia; o arrependimento e a conversão; como vencer o sofrimento injusto e curar o coração de cada pessoa.
 
Pe. Diamantino.

 


Jornadas Mundiais da Juventude – Lisboa 2022

Temos uma grande e maravilhosa tarefa para estes próximos anos: acolher os milhões de jovens que nos visitarão para a jornada mundial da juventude. Toda a preparação implicará a nossa disponibilidade, o nosso empenho, a nossa generosidade. Se temos estado empenhados em concretizar as linhas definidas pelo Sínodo Missionário de Lisboa, esta é uma oportunidade única de as realizarmos. Temos em simultâneo um dinamismo de acolhimento e de missão: o testemunho evangelizador de quem vem e de quem acolhe. Desde já, deixemo-nos envolver! Comecemos pela oração: rezemos pelo bom sucesso das Jornadas Mundiais da Juventude em Lisboa!

Pe. Diamantino (10-2-2019)

 


Santo e Feliz Natal 2018!

A paz do presépio continua a ser o Presente de Deus à humanidade. Em cada celebração do nascimento de Cristo, esta oferta é recordada e renovada. A nossa missão é a mesma do Anjo Gabriel: anunciar a Boa-nova a cada pessoa; é também a mesma de Maria: receber a força vital do Espírito de Deus em nós; é ainda a de João Baptista, convidando à justiça e à conversão. Com as perseguições, as acusações e tudo o mais que esta missão inclui, porque ”se me perseguiram a Mim também vos perseguirão a vós”; e com certeza as muitas alegria, ”porque se acreditaram em Mim, também acreditarão em Vós” e ”ninguém vos poderá tirar a vossa Alegria”.

Com alegria e convicção, sem medo nem acanhamento, anunciemos de novo Jesus Cristo,  a Paz oferecida por Deus à humanidade: no nosso país, nas nossas ruas, nas nossas casas, nas nossas famílias!

Pe. Diamantino.


Mês missionário (30-09-2018)

Caros paroquianos, começo por recordar estas palavras, que o nosso Patriarca nos dirigiu, na sua carta de 1 de setembro deste ano: « o Papa Francisco destinou o mês de outubro de 2019 à intensificação missionária da vida eclesial e a Conferência Episcopal Portuguesa alargou esse objectivo a todo o ano antecedente». Ou seja, temos 12 meses de temática missionária no nosso país, preparando o mês de outubro de 2019.

Continua o Senhor Patriarca: «teremos muito em conta o que o Santo Padre nos diz no nº 142 da Exortação apostólica ‘Gaudete et Exultate’ sobre o chamamento à santidade no mundo actual: « Partilhar a Palavra e celebrar juntos a Eucaristia torna-nos mais irmãos e vai-nos transformando pouco a pouco em comunidade santa e missionária». Isto é, uma unidade clara em toda a nossa vida cristã: o que celebramos, o que vivemos, o que anunciamos.

O desafio está lançado. Deixemos que o Espírito de Deus renove a nossa fé! Celebrar melhor a liturgia; dar melhor testemunho na nossa vida, anunciar com mais alegria a boa nova de Jesus Cristo.

Pe. Diamantino.

PALAVRAS DO PÁROCO (23-09-18)

As festas da nossa Padroeira deram-nos a todos muita alegria neste ano.

A novena de oração decorreu com muita devoção e rezamos pelas intenções de todos os paroquianos de Linda-a-Velha, e por todos os que nela habitam. Deus saberá atender as preces de todos os que participaram com amor e devoção nesta novena, confiando à intercessão ds Mãe do Céu as suas súplicas.

A missa solene e a procissão também nos alegraram pelo número de participantes, pela beleza das bandeiras e estandartes, pela ordem em que tudo decorreu, com a alegria da música pela banda e pelo coro, e também a devoção e honra à nossa Padroeira na oração de terço; pela participação dos Bombeiros, com seu patrono, S. Sebastião soldado da Paz; pela representação das autoridades civis do concelho e da união de freguesias; pela condução da polícia de segurança pública. Enfim, numa procissão se mostra toda a nossa comunidade, em muitas dimensões, mas com o objectivo tão simples de caminharmos todos, lado a lado, pelo mesmo caminho de fraternidade e amor, conduzidos pelo exemplo da nossa Mãe do Céu e do seu Filho Jesus Cristo Nosso Senhor. A Paz de Deus acompanhe ao longo do ano todos os que caminharam nesta procissão, confiando a sua vida à nossa Mãe e guia tão querida da ia dos nossos passos.

Ainda convém notar a parte recreativa das festas, sempre tão querida da nossa população, que tem decorrido também com alegria. Recordamos de novo que a organização desta parte recreativa é, desde há alguns anos, da responsabilidade da União de Freguesias. Assim cresce esta dimensão social da nossa fé, tão necessária nos  dias de hoje, em que é necessário o esforço de todas as instituições para fortalecer os laços entre as diferentes sensibilidades culturais do nosso tempo. Um grande bem-haja a todos os que organizaram esta parte recreativa.

As bençãos de Deus cheguem a todos os habitantes da nossa vila, por intercessão  e auxílio da nossa Mãe Celeste.

Pe. Diamantino

PALAVRAS DO PÁROCO

Festa da Padroeira!

A história ensina-nos que a devoção linda-a-velhense à Virgem Maria, sob a invocação da Senhora do Cabo Espichel, remonta ao século XVIII, altura em que aqui foi construída a primitiva capela, situada hoje na Tomás Ribeiro. A devoção à Senhora do Cabo Espichel perdurou  na memória desta população, de tal modo que, em 1983, quando se criou a paróquia de Linda-a-Helga, foi esta a invocação escolhida para a paróquia.

Ainda antes de sermos paróquia de nome, já esta comunidade se mobilizava. Por isso estamos a celebrar os quarenta anos do agrupamento de Escuteiros CNE-626, e também os mesmos quarenta anos da Escola de Música de Nossa Senhora do Cabo (EMNSC), fundados em 1978. Entretanto em 1996, foi inaugurado o Lar do nosso Centro Social Paroquial.

A vitalidade desta comunidade paroquial continua a dar frutos: temos cerca de 20 grupos paroquiais em funcionamento, desde a catequese até às equipas de casais, aos grupos de jovens e escuteiros, aos de oração e de serviço social. As celebrações na nossa igreja, abertas a todos, continuam a convidar cada um ao crescimento espiritual e à elevação da dignidade humana à luz de Cristo.

Como tem sido hábito nos últimos anos, a parte recreativa da festa é organizada pela União de Freguesias, em espirito de colaboração e procurando, assim, o melhor serviço à população de Linda-a-Helga

Enfim, invoco para todos os habitantes da vila de Linda-a-Velha as bênçãos de Deus. Que as festas deste 2018 continuem a tradição de fraternidade, de partilha e de entreajuda, de colaboração e integração. Com a boa vontade de todos e a intercessão da Virgem Maria, a paz de Deus realiza-se na nossa terra.

Pe. Diamantino

PALAVRAS DO PÁROCO (01-09-18)

Caros Paroquianos,

Iniciamos um novo ano pastoral animados pelo desejo de anunciar a alegria da fé em Jesus Cristo. Seguimos o mandamento de Jesus: “Ide e anunciai a Boa Nova”; animados pelo zelo do Papa Francisco que nos convida a renovar a energia missionária da Igreja.

O tempo que vivemos exige de nós verdade e frontalidade. Afirmar aquilo em que acreditamos pode gerar confrontação, mas é essencial para a salvação nossa e do mundo. Acreditamos no amor e no perdão, não queremos ser justiceiros. Acreditamos na família e no matrimónio, não queremos indivíduos solitários e abandonados. Acreditamos na liberdade e na responsabilidade, não queremos legalismo nem fundamentalismo ideológico. Acreditamos num único Deus, não queremos endeusar instituições nem personalidades. Os nossos grupos paroquiais são um dinamismo maravilhoso na nossa paróquia. Convido todos a conhecer e a participar nas actividades que serão promovidas ao longo do ano. Não estamos sós na caminhada da nossa fé: é em igreja que vamos, é amparando-nos uns aos outros que todos poderemos viver mais profundamente a alegria da fé.

Por isso nos ajudará o lema pastoral deste ano: ” viver a liturgia como o lugar de encontro com Deus e com os irmãos”.

Até breve!

Pe. Diamantino.

PALAVRAS DO PÁROCO (19-11-17)

A Sagrada Escritura…

Continuando o que falámos na semana passada, hoje sublinhemos a importância do contexto histórico, para compreender os textos bíblicos. Para o Antigo Testamento, há cindo grandes marcos históricos:

  1. – antes de Abraão (Abraão parte da sua terra e chega à terra prometida);
  2. – de Abraão até Moisés (Moisés conduz o povo que foge do Egipto e regressa à terra prometida);
  3. – de Moisés até David (David cria um reino forte, unido e vencedor de inimigos);
  4. – de David até Jeremias (no tempo do profeta Jeremias, Jerusalém é conquistada e os judeus são levados para o exílio na Babilónia);
  5. – de Jeremias até Jesus (os judeus regressam a Jerusalém e procuram restaurar o país e a fé em Deus, apesar das sucessivas invasões de outros povos: Persas, Gregos, Romanos).

Claro que há muitos acontecimentos pelo meio, m

A Bíblia é a história de pessoas que viveram a fé em circunstâncias como as nossas. Por isso, a sua experiência de fé é uma grande ajuda e um grande testemunho para nós, hoje.

Pe. Diamantino.

PALAVRAS DO PÁROCO (12-11-17)

A Sagrada Escritura…

Neste ano do Sínodo, em que somos convidados a alimentar a nossa fé na Sagrada Escritura, aproveitemos para renovar a nossa relação com a Bíblia. Lê-la mais frequentemente, interessar-se e procurar conhecê-la melhor é essencial. A Bíblia não é um livro para especialistas, mas também não é para impreparados. Primeiro que tudo, para compreender a Bíblia é preciso ter fé, em Deus e no seu Filho Jesus Cristo. Porquê ter fé? Não é qual quer pessoa que pode ler a Bíblis? Sim e não! Na verdade, todos podem ler as palavras, mas nem todos podem entender o sentido delas. É preciso ter fé, porque os textos foram escritos por quem tinha fé, e foram escritos por causa da fé.

Depois é preciso ter duas coisas em mente:

  1. o momento histórico em que o texto foi escrito;
  2. o género literário em que foi escrito.

De facto, os textos  Bíblicos foram escritos em momentos muito diferentes, e torna-se o essencial para compreender o que o autor quis dizer. Depois, o género literário também é essencial, porque não podemos ler um texto poético, como se fosse um texto científico; nem ler uma narrativa épica, como se fosse um relato jornalístico.

Continuaremos…

Toca a ler a Bíblia!

Pe. Diamantino Faustino

PALAVRAS DO PÁROCO (22-10-17)

Pão e circo… e fogueira!?

Além do pão e do circo para entreter os patrícios, somos agora brindados com o sacrifícios em honra do intocável imperador divino. A presença dos deuses no olimpo requer dos mortais que brinquem, para os entreter, ou que morram em sacrifício, para os honrar.

Nada se diga, nem questione. Haja o direito ao silêncio, único digno da honra imperial. Oh, sabedoria inquestionável! Oh, invencível poder! Oh, razão clara e evidente! Todos pagaremos o tributo; todos entregaremos a vida às chamas; todos deixaremos correr o sangue dos mais pobres e inúteis: mas que permaneça intocável o riso e bonomia da corte imperial.

Engorde o adamastor aparelhado; alimente-o a corte mostrenga ceifando e martelando… e queimando! Deixem arder, que a culpa é dos incultos e analfabetos! Desapareçam eles todos com a sua pestilente inocência e impotência! Arda essa horda rural e minoritária!… Os deuses no olimpo não se rebaixam a preocupar-se com a vida dos mortais.

Mas quando a noite caiu e o fumo se foi; queimado o telhado e mortas as luzes; o coração espreitou pelos olhos, e, para lá das lágrimas, admirou o infinito, Céu estrelado: ali permanece firme a Estrela Polar, e não há poderes nem desgraças que a possam destruir.

Pe. Diamantino

PALAVRAS DO PÁROCO (01-10-2017)

Eleições??? Eleições, pois!!!

Caros paroquianos,                  Neste domingo, 1 de Outubro de 2017, há eleições autárquicas. A Doutrina Social da Igreja tem princípios que defendem a legitimidade das autoridades civis, quando sejam defensoras da dignidade humana, promotoras do bem comum, respeitadoras da propriedade privada, solícitas na solidariedade, e apoiantes da subsidiariedade (= autonomia e entreajuda das instituições).

No caso da democracia liberal, há mesmo reconhecimento por parte da Igreja da mais valia deste sistema: ele permitiria a concretização dos princípios da Doutrina Social da Igreja. Portugal pretende ser uma democracia liberal. Mas, digo eu, tem havido uma derivação materialista e ideológica (= neo-marxista), que se tem concretizado nas leis  que degradam a dignidade humana (flagrantemente o aborto); que fazem do bem comum uma maneira de exigir benefícios e destruir riqueza nacional; que amarram os proprietários na burocracia; que da solidariedade um favor eleitoral; que destroem a autonomia das instituições civis com o aparelho estatal. E ainda, digo eu, temos uma elite ‘cultural’ que usa a liberdade para destruir a democracia.

Diz a Igreja aos seus fiéis que DEVEM PARTICIPAR na decisão democrática, votando em consciência, pelos princípios da sua Doutrina Social.

Não se trata aqui das virtudes cristãs pessoais, que cada um deve procurar. Trata-se antes da organização social de um país, que precisa de quem defenda os valores e os princípios apresentados.

Portanto, que nenhum cristão fique sem manifestar o seu voto. Temos dever de consciência.

Pe. Diamantino

PALAVRAS DO PÁROCO (17-09-2017)

Parabéns Linda-a-Velha!!!

Neste ano celebramos os 40 anos de vida do nosso agrupamento de escuteiros CNE-626, e da nossa escola de música: EMNSC.

Estas duas instituições paroquiais reflectem o espírito dos paroquianos de Linda-a-Velha, o seu dinamismo e a sua capacidade de trabalhar e colaborar com as outras instituições, públicas e privadas, da nossa vila e do nosso país.

Queremos certamente apoiar e desejar renovado vigor ao nosso agrupamento. A formação de novas chefias, que está a decorrer, enche-nos de esperança na continuidade deste projecto. Nunca é demais repetir que o futuro do mundo depende da educação das pessoas. A missão do CNE continua a ser importantíssima a nível mundial para o caminho da paz, que queremos percorrer e ajudar a percorrer.

Neste ponto, também a nossa Escola de Música está actualíssima na sua missão, dadas as circunstâncias sociais e mundiais que vivemos. Afinal, a dimensão artística é específica do ser humano, bem como a dimensão espiritual. No tempo em que as máquinas parecem ocupar cada vez mais o espaço do trabalho técnico, aproveitemos a maior disponibilidade das pessoas para o trabalho espiritual e artístico.

Enfim, ao iniciarmos o ano com a celebração da festa da nossa padroeira, confiemos na sua intercessão materna, e agarremos com toda a boa vontade as tarefas deste novo ano que começa.

Pe. Diamantino


COLECTA PARA AS VÍTIMAS DOS INCÊNDIOS

No próximo Domingo (1 e 2 de Julho de 2017), as colectas das missas serão para ajuda dos incêndios. A ajuda será coordenada pela Cáritas Portuguesa.

Para ofertas por via bancária:

Conta Cáritas na CGD: 0001 200000 730

IBAN: PT50 0035 0001 00200000 730 54


Palavras do Pároco 28-05-2017

Neste Domingo celebra-se o “Dia Mundial das Comunicações Sociais”.

Porquê neste dia? Porque celebramos a solenidade da Ascenção do Senhor, e Jesus, ao subir ao Céu, disse: “Ide e ensinai todos os povos”. Portanto, as comunicações sociais, neste perspectiva, estão ligadas ao mandamento de anunciar a Boa Nova. A nossa Missão é anunciar a Boa Noticia, É utilizarmos todos os meios para que essa Boa Notícia chegue a todos, em todas as situações e circunstâncias.

Estamos num tempo de grandes mudanças, e todas as mudanças se fazem através da comunicação. Seja para o bem, seja para o mal. Precisamos muito de consciência crítica perante a avalanche informativa que, actualmente, nos ‘é fornecida’. A nossa consciência crítica forma-se a partir de Jesus Cristo. Ele que é a Boa Notícia que nós queremos transmitir. Ele é que é a referência da verdade e da bondade, que queremos dar a conhecer.

Uma das dificuldades é sempre a utilização perversa dos meios de comunicação:  seja pela degradação dos valores morais; seja pela repetição das más notícias; seja pelo retrato pessimista e distorcida do mundo, que nos chega pelas muitas más notícias que se repetem.

Por isso, é necessário recordar as “boas notícias”, que diariamente acontecem nas nossas vidas e no mundo. Essas são muito mais do que as más notícias. Porque, então, não se fala delas? Falemos!

O fundamento deste optimismo cristão á a Boa Notícia do evangelho: o mal está definitivamente vencido na Cruz de Jesus! Ele venceu! Com Ele nós vencemos! Anunciemos este força de bondade transformadora, e tenhamos alegria: “Náo tenhais medo; no mundo tereis tribulações, mas tende coragem: EU VENCI O MUNDO” e “EU ESTOU SEMPRE CONVOSCO, até ao fim dos tempos.”

Padre Diamantino

Constituição Sinodal (9)

Ainda sobre as ‘dimensões sociais do querigma’, falamos dos quatros princípios da Doutrina Social da Igreja:

1º a Dignidade da Pessoa Humana;

2º o Bem Comum;

3º a Subsidiariedade;

4º a Solidariedade.

Sobre a solidariedade não é preciso dizer muito, uma vez que esta palavra, como dizia João Paulo II, é sinónimo ce Caridade. E Caridade sabemos muito bem o que é: servir os outros gratuitamente.

No entanto, é preciso sublinhar que este principio não é individual; é nas relações sociais entre pessoas e instituições que é preciso ser solidário. Na verdade, podemos dizer que este é o principio que mais facilmente se tem praticado na nossa sociedade.

Assim, terminamos este breve percurso sobre os quatros princípios da Doutrina Social da Igreja, no contexto da dimensão social do querigma. São princípios que precisamos tornar operativos, isto é, que inspirem leis e acções, seja nas nossas familias, seja nas nossas empresas, seja nas nossas associações, seja nas escolhas politicas.

Há no nosso tempo a tentação de esconder a fé dentro de cada um e não deixar que ela se manifeste! No filme ‘O Silêncio’, estreado neste ano, vemos que foi sempre assim na história: quem tem poder luta por controlar a fé e a consciência das pessoas, para poder dominar e ‘ser como um deus’. Ora, não podemos calar a nossa fé! Queremos que ela inspire as nossas acções e as nossas decisões!

«Bem aventurados os que sofrem perseguições por amor da justiça, porque deles é o Reino dos Céus!»

Continuaremos…

Pe. Diamantino


 


Constituição Sinodal (8)

Ainda sobre as ‘dimensões sociais do querigma’, falamos dos quatros princípios da Doutrina Social da Igreja:

1º a Dignidade da Pessoa Humana;

2º o Bem Comum;

3º a Subsidiariedade;

4º a Solidariedade.

A expressão subsidiariedade parece complicada! Mas a sua raiz é muito simples: a palavra latina subsidium significa ‘ajuda’ Então, este principio fala da ajuda entre instituições de diferentes níveis sociais. Ou seja, aquilo que deve ser feito a um nível mais pequeno, deve ser ajudado pelo nível maior.

Este dever de ajuda implica também o dever de ‘não impedimento’, isto é,  o nível superior não deve impedir o nível inferior de actuar, nem deve substitui-lo. Por exemple, uma família não deve ser impedida de actuar, nem substituída por outra entidade; um município não deve ser impedido, nem Parar de corrigir “substituído” pelo governo nacional, etc…

Facilmente percebemos a tentação de um “estado todo-poderoso” que controla todos os pormenores da vida das  pessoas – como se vê nos sistemas Totalitários. Outra tentação oposta é a “anarquia social”, onde se desfazem as instituições e os indivíduos ficam entregues a si próprios, caminhando para um lógica de ‘lei da selva’.

Portanto, como sempre, o ponto de equilíbrio deve ser encontrado no meio termo: nem escravatura totalitária; nem libertinagem anárquica. Sim à organização social, sim à interajuda institucional, sim à fraternidade organizada, sim à livre iniciativa das pessoas e das familias, sim ao respeito pelas actividades de cada um.

Faz parte, então, da vida de um cristão trabalhar em cada nível social ajudando a que se cumpra a sua finalidade. Assim se promove a dignidade de cada pessoa, de cada família, de cada associação, etc.

Continuaremos…

Pe. Diamantino


Jejum e Abstinência

Estamos a iniciar a quaresma. Aproveito para recordar dois elementos que habitualmente se confundem: o jejum e a abstinência.

Jejum significa: não comer uma refeição.

Abstinência significa: comer uma refeição pobre.

Os preceitos da Igreja dizem-nos que se deve fazer Jejum em dois dias do ano: Quarta-feira de Cinzas e Sexta-feira-Santa. A abstinência deve ser feita nas Sextas-Feiras da Quaresma.


COMUNICAÇÃO SOCIAL – JORNAL VOZ DA VERDADE

O Jornal Voz da Verdade tem contribuído muito para o conhecimento das actividades, projectos e celebrações dos cristãos, quer na nossa diocese quer de muitas partes do mundo. Convido todos a lerem sempre este Jornal a fim de estarmos a par das ‘nossas’ noticias. De facto, no nosso tempo, a ‘guerra das ideologias’ passa essencialmente pela comunicação social. Precisamos conhecer e promover as ‘ boas noticias’ que acontecem diariamente na Igreja e no mundo.


 

CONFISSÕES NA QUARESMA

  • Segunda a Sexta-feira, das 18H00 às 19H00, na Matriz, e depois das missas, pedindo directamente ao sacerdote;
  • Sexta-feira: das 21H00 às 22H00, na Matriz (ou seja, enquanto decorre a via sacra);
  • Sábado: das 16H30 às 17H30, na igreja do Coração de Jesus.
  • Sábado: das 18H00 às 19H00, na Matriz.

PEDITÓRIO PARA A CÁRITAS DIOCESANA

Realiza-se nestes dias mais um peditório para a Cáritas Diocesana de Lisboa.

A Missão da Cáritas Diocesana de Lisboa, tem por linhas de orientação fundamentais, a Doutrina Social da Igreja e as orientações do Patriarcado de Lisboa; orienta-se ainda pelos imperativos de solidariedade. com prioridade para a intervenção em situações mais graves de pobreza e exclusão social. A Missão da Cáritas define-se por:

  • Assistência, em situações de dependência ou emergência;
  • Promoção Social, visando a superação e prevenção da dependência ou emergência e o reforço da autonomia pessoal;
  • Desenvolvimento solidário, integral e personalizado;
  • Transformação social em profundidade, especialmente nos domínios das relações sociais, dos valores e do ambiente.

Constituição Sinodal (7)

Continuando da semana passada, sobre as ‘dimensões sociais do querigma’, falamos dos quatros princípios da Doutrina Social da Igreja:

1º a Dignidade da Pessoa Humana;

2º o Bem Comum;

3º a Subsidiariedade;

4º a Solidariedade.

A expressão ‘BEM COMUM’ designa um bem que eu não posso alcançar sozinho. Designa um bem que é fruto da vida social, laboral e politica entre as pessoas. É um bem que realiza a felicidade de cada pessoa e das pessoas todas duma sociedade. O Bem Comum é o objectivo da vida pessoal, social, económica e politica. O Bem Comum inclui o ‘DESTINO UNIVERSAL DOS BENS’ e o ‘DIREITO À PROPRIEDADE PRIVADA’. O que é que isto quer dizer?

‘Destino universal dos bens’ significa que todos os bens do mundo são para todos; isto é, todos têm direito a usufruir dos bens que existem no mundo.

‘Direito à propriedade privada’ significa que cada pessoa tem direito a possuir aquilo que adquiriu como fruto do seu trabalho. Cada pessoa tem direito a dizer ‘isto é meu’, quando se trata daquilo que ganhou com o seu trabalho.

Parece haver aqui uma contradição: como é que se pode dizer que ‘tudo é para todos’ e ao mesmo tempo dizer que ‘cada um tem aquilo que é seu’??? Não há contradição se procura o ‘Bem Comum’!!

Ou seja: qual o objectivo de ‘tudo ser de todos’ e de ‘cada um ter o que é seu’? É o Bem Comum!!!

Sem este objectivo, a ‘propriedade privada’ seria o egoísmo, e o ‘bens para todos’ seria uma injustiça.

Então, eu tenho DIREITO a possuir o que é meu, desde que cumpra o DEVER  de o pôr ao serviço do Bem Comum; eu tenho o DIREITO a usufruir de todos os bens do mundo, desde que cumpra o DEVER de trabalhar para o Bem Comum.

Continuaremos…

Pe. Diamantino


Jejum e Abstinência

Estamos a iniciar a quaresma. Aproveito para recordar dois elementos que habitualmente se confundem: o jejum e a abstinência.

Jejum significa: não comer uma refeição.

Abstinência significa: comer uma refeição pobre.

Os preceitos da Igreja dizem-nos que se deve fazer Jejum em dois dias do ano: Quarta-feira de Cinzas e Sexta-feira-Santa. A abstinência deve ser feita nas Sextas-Feiras da Quaresma.


CONFISSÕES NAS QUARESMA

  • Segunda a Sexta-feira, das 18H00 às 19H00, na Matriz, e depois das missas, pedindo directamente ao sacerdote;
  • Sexta-feira: das 21H00 às 22H00, na Matriz (ou seja, enquanto decorre a via sacra);
  • Sábado: das 16H30 às 17H30, na igreja do Coração de Jesus.
  • Sábado: das 18H00 às 19H00, na Matriz.

Constituição Sinodal(6)

    Continuando da semana passada, sobre as ‘dimensões querigma’, falamos dos quatro princípios da Doutrina Social da Igreja:

    1. a Dignidade da Pessoa Humana;
    1. o Bem Comum;
    1. a Subdsidariedade;
  1. a Solidariedade.

Sobre a dignidade da pessoa humana, precisamos estar conscientes que esta é uma expressão tipicamente cristã. Isto é, decorre directamente da maneira como conhecemos Deus por Jesus Cristo. O facto de entendermos Deus como ser pessoal e o homem criado à imagem de Deus, levou-nos a aprofundar esta realidade: o que é ser pessoa?

Daqui poderemos dizer: pessoa é ser em relação. Portanto, assim se define quem somos, para que existimos e como nos realizamos. É na relação que está a definição da pessoa. ‘EU’ defino-me em relação com o ‘TU’ e com o ‘NÓS’.

Contra esta perspectiva, recordo que existem visões materialistas do homem, que é visto como uma máquina no processo social; existem visões espiritualistas do homem, que é visto como prisioneiro da matéria e precisa de se libertar dela; existem visões evolucionistas do homem, que se reduz a um produto passageiro do processo biológico evolutivo…

A dignidade da pessoa humana, como principio da Doutrina Social da Igreja, define a pessoa como identidade única e irrepetível; define o ser humano como material e espiritual, inseparavelmente; define o valor infinito de cada pessoa, independentemente de qualquer circunstância.

No nosso tempo, é também esta dignidade que está em causa. A nossa missão de cristãos, é mostrar esta dignidade, seja anunciando o Amor de Deus por cada pessoa; seja mostrando esse amor, na caridade para com todos, sobretudo os mais fracos e sofredores: porque esses são pessoas com a mesma dignidade!!!

Continuaremos…

Pe. Diamantino


Jejum e Abstinência

Estamos a iniciar a quaresma. Aproveito para recordar dois elementos que habitualmente se confundem: o jejum e a abstinência.

Jejum significa: não comer uma refeição.

Abstinência significa: comer uma refeição pobre.

Os preceitos da Igreja dizem-nos que se deve fazer Jejum em dois dias do ano: Quarta-feira de Cinzas e Sexta-feira-Santa. A abstinência deve ser feita nas Sextas-Feiras da Quaresma.


Palavras do Pároco(19-02-2017)

Constituição Sinodal (5)

Caminhos de renovação da Igreja de Lisboa (em sete opções). Nesta semana falamos ainda da segunda opção: a MISSÃO

«a) Fazer da missão o paradigma da acção evangelizadora da Igreja, saindo ao encontro de todas as periferias; b) Centrar o conteúdo da evangelização no querigma, fazendo ressoar em todas as partes o primeiro anúncio da fé; c) Propôr  de novo o caminho da fé aos indiferentes e afastados; d) Desenvolver uma autêntica missão ‘ad gentes’ nos diversos âmbitos geográficos, sociais e culturais; e) Atender às dimensões sociais do querigma, nomeadamente na edificação da comunidade humana e no compromisso com os outros.»

Hoje olhemos para as “dimensões sociais do querigma”. Recordamos que querigma significa ‘anúncio do evangelho’. Portanto, este ponto trata das consequências do Evangelho na vida social. Ou seja, ‘dentro’ da própria mensagem do Evangelho está a semente de uma sociedade nova. Aquilo que ouvimos de Jesus e aquilo que vemos Jesus fazer, também queremos pô-lo em prática. Mas não só a nossa vida pessoal: queremos que as nossas famílias, instituições associações, organizações, etc., estejam inspiradas pelo Evangelho.

Significa, portanto, que a fé não é uma ‘coisa privada’; antes pelo contrário: a fé muda – tem de mudar – a nossa maneira de estar e agir na sociedade. Afinal, ‘a fé sem obras é morta’, a fé sem decisões politicas e sociais estaria doente.

Percebemos assim que há consequências políticas do Evangelho. Na nossa sociedade democrática, sempre que vamos votar, precisamos de o fazer tendo em conta o Evangelho, e poderemos assim avaliar os programas dos partidos: se pos valores que defendem são ou não de acordo com o Evangelho. Se as leis que propõem são de acordo com a dignidade humana que Jesus nos revela.

Enfim, os quatro princípios da Doutrina Social da Igreja devem estar presentes na nossa mente, no que toca às decisões que temos de tomar na nossa vida politica, social e económica:

    1. a Dignidade da pessoa humana;
    1. o Bem Comum;
    1. a Subsidiariedade;
  1. a Solidariedade.

Precisamos de aprofundar um pouco mais estes quatro princípios, que sintetizam as dimensões sociais do Evangelho. Fica a semana…

Pe. Diamantino

Constituição Sinodal(4) (05-02-2017)

Caminhos de renovação da Igreja de Lisboa (em sete opções).

«Segunda opção: MISSÃO

    1. Fazer da missão o paradigma da acção evangelizadora da Igreja, saindo ao encontro de todas as periferias;
    1. Centrar o conteúdo da evangelização no querigma, fazendo ressoarem todas as partes o primeiro anúncio da fé;
    1. Propor de novo o caminho da fé aos indiferentes e afastados;
    1. Desenvolver uma autêntica missão ‘ad gentes’ nos diversos âmbitos geográficos, sociais e culturais;
  1. Atender às dimensões sociais do querigma, nomeadamente na edificação da comunidade humana e no compromisso com os outros.»

Nesta semana olhemos para a palavra “periferias”. Ela refere-se àqueles que estão esquecidos, que estão fora do nosso olhar focal. Também se fala dos indiferentes e dos afastados da fé. São tudo periferias. Esta questão da missão, implica, portanto, uma ampliação do olhar: não ver só o que está à frente, mas ver a periferia! Aprendermos a ver não apenas o que está ‘à frente do nariz’ mas também o que estão lado, o que nos escapa habitualmente. E há ainda o problema dos que não querem ser vistos, dos que se escondem deliberadamente.

Então, pensemos: quais são as pessoas, aqui em Linda-a-Velha que estão na periferia? Na minha rua, quais são as pessoas que estão na periferia? Ou no meu prédio? Preciso perguntar-me: ‘qual é o vizinho que eu nunca cumprimentei?…então é esse que está na periferia da tua vida! Ou qual é a pessoa da tua família a quem prestas menos atenção, ou que ‘desprezas’ mais?… então é essa que está na tua periferia!

Que te parece?…

Pe. Diamantino

Constituição Sinodal(3)

A primeira fase do Sínodo Diocesano foi a reflexão das Paróquias. A segunda fase foi a Assembleia Sinodal, do qual saiu um Constituição Sinodal. a TERCEIRA FASE é agora: conhecer a Constituição Sinodal e aplica-la.

Os caminhos de renovação da Igreja de Lisboa foram especificados em sete opções:

Hoje a «segunda opção: MISSÃO:

  1. Fazer da missão o paradigma da acção evangelizadora da Igreja, saindo ao encontro de todas as periferias;
  2. Centrar o conteúdo da evangelização no querigma, fazendo ressoar em todas as partes o primeiro anúncio da fé;
  3. Propôr de novo o caminho da fé aos indiferentes e afastados;
  4. Desenvolver uma autêntica missão “ad gentes” nos diversos âmbitos geográficos, sociais e culturais;
  5. Atender às dimensões sociais do querigma, nomeadamente na edificação da comunidade humana e no compromisso com os outros.»

Primeiro, esclarecer duas expressões: querigma e “ad gentes”.

Querigma (ou kerygma) é uma palavra grega utilizada para designar um acontecimento muito especifico: o momento em que alguém escuta pela primeira vez a boa nova. Ou seja, o momento em que algum cristão diz: “Deus ama-te. Jesus Cristo deu a vida por ti!”. Querigma é anunciar este amor de Deus a quem não o conhece. E pode anunciar-se em palavras e obras: falar do amor de Deus e mostrar esse amor, amando quem não conhece Cristo. Mas também é preciso dizer que o querigma nos acompanha ao longo da vida: sempre que atravessamos momentos difíceis, sempre estamos fracos na fé, é bom podermos escutar algum irmão na fé que nos diz: “Não tenhas medo! Deus ama-te! Jesus está contigo a carregar a cruz!”. Portanto, o querigma é a palavra fundamental que nos leva a ter fé, e nos leva a permanecer na fé.

Quanto à expressão “ad gentes”, ela designa quer, em geral, aquelas pessoas que nunca ouviram falar de Cristo, quer determinadas regiões onde já há comunidades cristãs, mas ainda não estão totalmente implantadas. Aqui diz-se que esta situação acontece na nossa Diocese: há muitas pessoas que não conhecem Cristo; certamente já ouviram falar d’Ele… talvez conheçam a história, ou tenham visto algum filme sobre Jesus…mas ainda não se encontraram pessoalmente com Ele, ainda não experimentaram na sua vida o Amor de Jesus…ou seja: ainda não escutaram nem acreditaram na boa nova.

Então este ponto convida-nos a ser ousados, a não ter medo de falar de Jesus; a dá-lo a conhecer, sempre que a ocasião for oportuna; a fazer tudo para que saibam que somos cristãos e fazemos o bem em nome de Jesus…

Para a semana continuaremos.

Pe. Diamantino

Constituição Sinodal(2)

Terminou a segunda fase do nosso Sínodo Missionário Diocesano. A primeira fase foi a reflexão nas paróquias e demorou dois anos. A segunda fase foi a Assembleia Sinodal., da qual saiu uma Constituição Sinodal

A TERCEIRA FASE é agora: conhecer a Constituição Sinodal e pôr em prática as conclusões e recomendações. Conforme indiquei irei apresentar aqui “os caminhos de renovação da Igreja”, especificados na Constituição Sinodal, em sete opções. Hoje  a primeira opção: SANTIDADE. Diz a Constituição Sinodal:

«a) Assumir a vocação à santidade como apelo divino e caminho para todos os discípulos missionários;

b) Cultivar a vida de oração a nível pessoal e comunitário, contributo essencial para a fecundidade pastoral da missão;

c) Acolher a Palavra de Deus, proclamada e realizada nos sacramentos, como fonte e alimento da vida em Cristo;

d) Incrementar a lectio divina (leitura orante da Palavra) como prática habitual nas comunidades cristãs.»

Nesta opção, claramente se afirma que um cristão ‘é para ser santo’! Ser santo é o primeiro chamamento que Deus nos fez, e continua a fazer. Mas lá está: da nossa parte é preciso “ASSUMIR” esta vocação à santidade! Este assumir implica: querer com vontade firme e perseverante.

Nos pontos b), c), e d) refere-se a relação com Deus como fonte da santidade: pela oração, pela Palavra e pelos sacramentos. Esta relação com Deus é decisiva, porque só Deus é Santo: sem Ele não poderíamos ser Santos.

Este ponto de partida é essencial. Então o primeiro desafio é: rezarmos melhor, escutarmos melhor a Palavra, celebrarmos melhor a Eucaristia e os demais sacramentos. Celebrarmos a Liturgia como o encontro com Deus.

Pessoalmente, cada um reze cada dia: ‘Sim, Senhor, hoje quero ser santo,, como tu me pedes’, e realize com o amor de Jesus as tarefas do seu dia-a-dia, na família e no trabalho.

Mas…ninguém se faz santo sozinho. Já há vários grupos paroquiais que meditam a Palavra de Deus. E fica-nos o desafio: quais os grupos que ainda não meditam habitualmente a Palavra? DE que maneira podem faze-lo?

Precisam de ajuda ou aprendizagem?

Então, ‘toca a assumir esta opção’, a tomar a iniciativa, a pedir ajuda e a desinquietar quem for preciso…

Pe. Diamantino.

Dia 08Jan17

No Jornal ‘Voz da Verdade’ já foi publicada a constituição. E também pode ser consultada na internet(http://www.patriarcado-lisboa.pt). Também temos disponível aqui na paróquia, em caderno.

A Constituição Sinodal tem setenta pontos. No ponto 70, lemos: “a caminhada sinodal aponta alguns caminhos de renovação eclesial especificados nas seguintes opções”, que são: 1ª Santidade; 2ª Missão; 3ª Comunidade; 4ª Iniciação Cristã; 5ª Família; 6ª Vocação; 7ª Sinodalidade.

Estas sete opções, portanto, condensam a reflexão feita pelos grupos paroquiais e o trabalho da Assembleia Sinodal.

Nos próximos boletins, iremos aprofundar cada uma destas sete opções.

Pe. Diamantino

Caros Paroquianos, (25/12/16)

Desinventar Deus…

Na Missa do dia de Natal, escutamos sempre o prólogo do evangelho segundo São João. Essa passagem termina com a frase: ..”A Deus nunca ninguém O viu, o seu Filho Único é que O deu a conhecer”. Assim se resuma a missão de Jesus: Ele vem ao mundo para nos permitir ver quem é Deus.

De facto, como nunca ninguém viu a Deus, mas toda a gente o procura, cada um inventa um Deus à sua maneira, de acordo com as suas experiências, as suas tradições e … as suas necessidades. Tem sido assim ao longo dos séculos, e é por isso que há tantas e tão diferentes religiões e cultos; superstições e magias: em cada cultura se ‘inventa’ Deus de diferentes maneiras.

Então, com a vinda de Jesus Cristo ao mundo, temos de ter este trabalho de desinventar o que inventámos de Deus; temos de transformar as nossas ideias, para serem de acordo com o que Jesus Cristo nos mostrou. A nossa maneira de ser, de pensar e de agir precisam ser como as de Jesus, que “passou fazendo o bem”: só assim chegaremos a ver a Deus.

Ele realmente fez-se homem; nasceu realmente numa família; cresceu na realidade da nossa vida humana. É este realismo que nos levará a destruir as falsas ideias de Deus, e assim será Natal: o Deus verdadeiro iluminando o nosso modo de viver, com a maneira de viver de Jesus.

As nossas famílias têm em Jesus um rosto de verdade e de amor; as nossas empresas têm em Jesus um rosto de bem-comum e de trabalho digno; os nossos governantes têm em Jesus um rosto de serviço e desprendimento: e assim acontece um mundo construído à imagem de Deus.

E ainda uma nota missionária: o mundo sem Jesus Cristo cairá rapidamente no velho ‘Deus dos trovões’, ou até nos velhos ídolos e nos deuses caprichosos, violentos e avarentos. Temos esta grande missão de anunciar, ou melhor, de mostrar ao mundo o verdadeiro rosto de Deus: Jesus Cristo – somos “sal da terra e luz do mundo”, e não queremos esconder esta maravilhosa luz!!!

Pe. Diamantino

(18/12/16)

O ritmo da vida – Liturgia das Horas (III)

Uma das dimensões mais básicas da existência é o ritmo. É tão básico  e tão evidente, que nem damos por ele. Mas, no fundo ‘tudo é ritmo’: o dia e a noite; as fases da lua; as estações do ano – tudo tem o seu ritmo. O caminhar e o correr; o comer e o beber – tudo tem o seu ritmo. Podemos, até, arranjar uma definição rítmica da fé cristã: ‘ ser cristão é viver ao ritmo de Deus’.

Então o que é viver ao ritmo de Deus? É, certamente, acertar o nosso passo com o d’Ele, as nossas decisões com as d’Ele, os nossos desejos, com os d’Ele. Enfim, é acertar o ritmo do dia-a-dia pelo relógio de Deus.

A nossa relação com Deus, precisa também deste ritmo – o ritmo da oração. Desde sempre a Igreja encontrou na oração da manhã e na oração da tarde dois momentos, para começar e acabar o dia com Deus. A pouco e pouco, cada hora do dia ganhou a sua oração própria, conforme se trate do despertar ou do adormecer; do trabalhar ou do descansar; do agradecer ou do suplicar; do meditar ou do celebrar.

Cada hora do dia ganhou a sua liturgia, e por isso temos a Liturgia das Horas, em que vivemos o dia ao ritmo da relação com Deus. E assim o mundo se transforma e o Natal acontece: a graça de Deus entra no ritmo da nossa vida, para que vivamos ao ritmo das bênçãos de Deus.

Pe. Diamantino.

Caros Paroquianos, (11-12-2016)

Natal e Oração – Liturgia das Horas(II)

Nestas festas natalícias, sobressai toda a bondade que existe no coração da humanidade. Em todos os continentes, cristãos e não cristãos celebram estas festas, nem que seja apenas como uma festa da família. Sobretudo ganham grande presença sa crianças, com a bondade natural, e com a sua alegria e expectativa à volta dos presentes.

Entretanto, como adultos, temos a tentação de pensar que estas festas são um momento de fantasia e de sonho. Um momento que nos alivia da dura realidade do dia a dia, com os seus trabalhos e as maldades … etc…

É necessário anunciar o verdadeiro Natal: Deus está na realidade concreta! As falsas ideias de Deus impedem-nos de o reconhecer realmente; falsas ideias que nos alienam em fantasias espiritualistas, vazias de realidade e de sentido… Se sentimos esta tentação de levar as festas natalícias para o mundo do sonho e da fantasia, então deixemos que o Deus verdadeiro nos traga à realidade: é aí que Ele está, é aí que Ele nos espera!!! A verdadeira bondade existe todos pos dias: Ele é a Bondade em Pessoa!

A oração diária é estarmos ligados a essa Pessoa! Se da nossa parte somos fracos, e apenas ‘aguentamos’ uns dias de bondade natalícia, então tenhamos a nossa vida ligada Àquele que diariamente nos mostra e oferece a sua Bondade. Rezar diariamente com a Liuturgia das Horas é uma grande ajuda, para realizar essa ligação. Também rezar o terço. E ainda simplesmente rezarmos conversando com Deus, apresentando-lhe a realidade da nossa vida e do nosso coração.

Não há Natal sem a realidade sofrida da nossa vida, onde Deus venha fazer da nossa miséria o seu berço!!!

Pe. Diamantino.

Semana dos Seminários,(06-11-2016)

“Ninguém tem vocação para seminarista”, costumava dizer-se no seminário, porque a vocação é ser sacerdote. Assim, pensemos que Deus chama sempre (e chama pessoas concretas) e que é preciso responder ( cada um responde pessoalmente). Mas como Deus não chama por telemóvel, nem email, nem pela ‘vozinha ao ouvido’, é necessário o DISCERNIMENTO. É para isso que serve o tempo e o espaço do seminário: discernir espiritualmente a vontade de Deus para a pessoa.

De certa maneira, podemos identificar neste discernimento três vontades: a de Deus, que chama; a do jovem que responde; a da Igreja que confirma o chamamento e a resposta. Deste modo, o seminário é um tempo de tranquila confiança, em que o jovem confia na ajuda da Igreja para responder ao chamamento que Deus lhe faz.

Quanto a nós, Povo de Deus, peçamos ao Senhor vocações sacerdotais. Rezemos pelos seminaristas.

Pe. Diamantino

Caros Paroquianos (30-10-2016),

Viver a Missa.

Esta expressão refere-se à celebração da Missa e ao estilo de vida cristão.

Quanto à celebração da missa, refere-se a sermos participantes activos, em todas as partes da Missa. Quanto ao estilo de vida, refere-se a sermos no dia-a-dia como somos na Missa, em atitude de acolhimento da vontade de Deus e de oferta de nós mesmos a Deus e aos outros.

A participação na Missa por parte dos fiéis foi muito sublinhada pelo Concílio Vaticano II.Os fiéis não ‘assistem’, mas sim ‘participam’. A Missa não é algo que acontece ‘num palco’. Sá há Missa, porque há fiéis reunidos: é por eles e para eles que a Palavra de Deus é proclamada; são os fiéis que dirigem a Deus as suas preces; é a eles que Cristo se dá na Oferta e Comunhão Eucarística. Daqui compreendemos que viver a Missa é ser membro vivo do Corpo de Cristo, a Igreja. Celebramos aquilo que somos. É verdade que é necessário haver quem precisa: o Sacerdote. Mas este está para servir. Os fiéis é que são os ‘convidados para a Ceia do Senhor’. Os fiéis como que confiam ao sacerdote a tarefa de oferecer ao Senhor ‘ este sacrifício, para honra e glória do seu nome’, mas não ficam de fora da oferta: oferecem-se a si mesmos como ‘hóstia viva, santa, agradável a Deus’. Somos Aquele que oferecemos: Cristo.

São grandes estas realidades. Somos pequenos em as assimilar plenamente. Mas não desanimamos nem desistimos de aceitar o convite do Senhor: porque só Ele é Santo, e sem Ele não seremos santos. A maravilha profunda da união entre Deus e o Homem, da santificação do Universo, é celebrada e realizada na Eucaristia.

Vivamos assim a Missa. Vivamos assim cada segundo da nossa vida. ‘Sejamos Missa’, isto é, vida unida a Deus, oferecida a Deus e aos irmãos.

Pe. Diamantino

A Celebração da Missa requer a disponibilidade espiritual de quem participa. Aliás, nenhum sacramento é eficaz sem a fé de quem o recebe. Neste sentido, todos os sacramentos supõem duas coisas essenciais: a acção de Deus e a recepção do Homem.

Assim, ao aproximarmo-nos da missa, precisamos de ter dentro de nós a atitude da confiança, do amor, do desejo espiritual, da escuta e da meditação, da humildade e acolhimento. Por isso, a Missa começa ainda antes de sairmos de casa! Tão importante termos presente no nosso pensamento que à Missa, que vamos escutar e comungar o Senhor! Igualmente importante preparar-nos, suscitando o desejo, a curiosidade, a esperança!

Recebemos na missa de acordo com a nossa disponibilidade interior: quem muito deseja, muito muito recebe; quem muito pouco desja, pouco recebe. Prepara-te bem, e a Missa será para ti um Céu de amor paternal e fraterno.

Pe. Diamantino

Caros Paroquianos (16-10-2016)

O que é a Missa?

Retomando o ensinamento acerca da Missa e do modo da sua celebração, gostaria de fazer um ponto global que nos permita responder de forma clara à pergunta: o que é a Missa?

Começando pelo fim, a palavra Missa vem do latim, do verbo mitere, que significa enviar. Repare-se que as palavras missa, missão e missionário têm todas a mesma raiz. Esta palavra aparece no final da Missa, quando o sacerdote diz: “Ide em paz…”, que no latim se diz “Ite missa est.”. E assim fica explicada a origem da palavra.

Claro que a palavra Missa passou a designar toda a celebração, nas suas diferentes partes. Como temos visto, cada parte tem o seu nome e o seu significado próprio. Mas a palavra Missa designa todo o conjunto.

Mas, então, o que é a Missa? A Missa é um conjunto de acções nas quais escutamos a palavra de Deus, lhe dirigimos as nossas súplicas e agradecimentos, e fazemos memória da Ceia do Senhor.

Ou seja, não há definição breve da Missa, mas há uma explicação de cada uma das suas partes, que formam o todo. Sublinhe-se que é esta a forma mais profunda dos cristãos celebrarem a sua fé, uma vez que faz parte da Missa, como sua parte central, a acção Eucarística. Nela fazemos memória da Ceia do Senhor, comungamos todos do mesmo pão e do mesmo vinho, que são o Corpo e Sangue do Senhor. Este é a forma mais profunda que temos de nos unir. A Deus e uns aos outros: na comunhão da sua Vida, do seu Espírito de Amor, da sua Ressurreição.

Daqui decorre uma dimensão profundamente espiritual, da qual falarei proximamente.

Pe. Diamantino

 

Caros Paroquianos (08-10-2016),

Morremos todos os dias um pouco, e morrendo ganhamos vida. Sem sorte seríamos sempre não nascidos, isto é não existentes. Na verdade, a morte é um processo que se inicia no momento em que somos concebidos. Esse processo de viver morrendo não terminará nunca: é esse o segredo da vida de Cristo! O dinamismo da ressurreição é a chave mestra para o sentido do nosso morrer quotidiano. Podemos morrer porque ressuscitaremos. Não temos medo de morrer, dando a vida. Mais ainda, precisamos de morrer para que a ressurreição aconteça. Sem morte não há vida…”se o grão de trigo não morrer…”.

A fé cristã que professamos fornece-nos, assim, uma leitura surpreendente da realidade: sem fé ficamos no vazio de sentido. Somos surpreendidos por este enfrentamento da realidade mais assustadora para o homem: a vida e a morte. A fé vence a morte, não negando-a, mas transformando-a em vida.

Dêmos graças a Deus porque conhecemos o seu Filho Jesus Cristo, única fonte de verdadeira esperança para o Homem.

Pe. Diamantino

Caros Paroquianos,

Em tempos de mudanças profundas no nosso mundo, surgem no nosso espírito sentimentos contraditórios: a alegria por estarmos a viver estas mudanças e o medo do que o futuro trará; a admiração por conhecermos melhor o mundo e os seus povos, mas também o receio de maldades ocultas; enfim, o sonho persistente de um mundo fraterno, contrariado pelas experiências de ódio e violência.

Recordo-me frequentemente de uma frase, que diz: ““Stat crux dum volvitur orbis”, isto é, ‘ o mundo vai girando, mas a Cruz permanece firme’. Esta frase é o lema da ordem dos Monges da Cartuxa.

Portanto, a nossa vida e a nossa esperança, serão firmes quando unidas à Cruz do Senhor. Abraçados a ela, estamos certos de permanecer fiéis, seguindo as mudanças necessárias do mundo. A Cruz não é imóvel, mas é firme; não é estática, mas é fiel; não é atraso, mas é fundamento.

Seja a Cruz a firmeza, a fidelidade e o fundamento da vida de cada um de nós, e da vida fraterna que todos queremos construir!

Pe. Diamantino

AGRADECIMENTO DAS IRMÃZINHAS DOS POBRES

Recebi das Irmãzinhas dos Pobres, que estiveram na nossa paróquia na semana passada, a seguinte mensagem:

«Bom dia Sr. Padre Diamantino,

Vimos agradecer-lhe por nos ter permitido fazer peditório na paróquia.

Foi com muita alegria que fomos recebidos pelos seus paroquianos, são muito generosos e vamos poder comprar leite para os residentes que vai dar para um mês.

Residentes e Irmãzinhas rezam por todos.

Cumprimentos,

Irmãzinha Carmén Maria»

Caros Paroquianos,

Com alegria e grande afluência de povo celebrámos a nossa padroeira. Queremos dar graças a Deus pela generosidade de todos os voluntários, que colaboraram na procissão. Vários grupos paroquiais fizeram-se representar com as suas bandeiras ou insígnias, o que tornou a procissão mais equilibrada e mais festiva. Enfim, tudo correu com ordem e alegria.

Queremos que o ano corra assim. Em cada uma das actividades que vamos realizar, continuemos com este espírito de simplicidade e serviço, de alegria e empenho. A nossa Mãe do Céu ficará contente!

Pe. Diamantino

Caros Paroquianos, (11-09-2016)

Celebramos mais uma vez a festa de Nossa Senhora do Cabo. Neste ano gostaria de sublinhar que nesta festa também fazemos Memória!

Os tempos que atravessamos. são tempos em que se definem de novo as identidades de nações, e também da nossa nação portuguesa. Porque temos Memória, sabemos que a nossa identidade passa sempre por Maria. A nossa nação portuguesa nasceu e cresceu a invocando Santa Maria, e encontrando no amor a Ela as forças necessárias para vencer, ao longo dos séculos.

Por isso, porque temos Memória, queremos mais uma vez honrar Santa Maria, e por intercessão dela, invocar as bênçãos de Deus para a nossa nação e para a nossa vila de Linda-a-Velha. Queremos ainda reafirmar o nosso desejo de lhe sermos fiéis: pela conversão do coração, pela persistência na caridade, pela ousadia de falar de Jesus aos homens do nosso tempo.

É assim que a Memória do nosso passado se torna para nós força de renovação do presente, e na esperança para o futuro. Recordemos! Confiemos! Festejemos!

Pe. Diamantino

DIA 03SET16

A festa da nossa Padroeira assinala o começo do novo ano de trabalho. É bom podermos começar de forma festiva, e no conforto materno da Virgem Maria, Senhora do Cabo, nossa Mãe do Céu.

O nosso Patriarca, no inicio deste ano pastoral, desafia-nos a recordar e a reforçar a nossa identidade cristã. Num modo cheio de movimento e de novidades, sentimos cada vez mais insistente a pergunta: afinal o que andamos a fazer? afinal que vida é esta? afinal que vida é a minha?

Vamos, por isso, aproximar-nos da nossa Mãe! A Virgem Maria saberá falar ao coração de cada um de nós; saberá falar ao coração desta nação que a proclamou Rainha; “Salvé, nobre padroeira, do povo teu protegido! Hossana Rainha de Portugal!”. Ela, como nossa Mãe, nos falará ao coração e nos conduzirá Àquele que deu a vida por nós, Nosso Senhor Jesus Cristo.

Afinal a nossa vida é querida por Deus! Afinal esta vida é para nos amarmos como Jesus! Afinal a minha vida é para viver na alegria de ser amado por Deus e de amar os outros!

É esta a nossa identidade mais profunda. É este o caminho de futuro para nós e para o mundo.

Seja, então, esta a nossa FESTA, com Maria, no Espírito, por Cristo, Para o Pai!

Pe. Diamantino

FESTAS DE NOSSAS SENHORA DO CABO: Domingo, dia 11 de Setembro de 2016:

  • 16H00, MISSA SOLENE
  • 17H15 PROCISSÃO SOLENE, da Matriz, parando na Capela, e percorrendo as seguintes ruas da paróquia: Igreja Paroquial, Rua dos Lusíadas, Rua de Ceuta, Rua Agostinho Campos, Rua Diogo Couto, Av. Carolina Michaelis, Rua Domingos Fernandes, Rua Eng.º Frederico Ulrich, Rua Pedro Álvares Cabral, Av. Tomás Ribeiro e Capela.
  • Prossegue em seguida a procissão por: Av. 25 de Abril, Rua José Frederico Ulrich, Rua dos Lusíadas, terminando de novo na igreja paroquial, com bênção solene.

Paroquianos

Dia 19JUN16

Estamos a chegar ao final de mais um pastoral.

Muitas festas dos diferentes grupos assinalaram o percurso feliz que fizemos ao longo do ano.

Temos ainda uma actividade de final de ano, organizada pela nossa Vigariaria de Oeiras:  é a peregrinação a Fátima, agradecendo a visita da imagem peregrina, que esteve nas nossas paróquias ni início deste ano.

Foram momentos breves, mas intensos de celebração e de fé. Por isso, agora também queremos ir com fé e alegria até Fátima e lá celebrarmos, como irmãos, os louvores da nossa única Mãe do Céu.

Pe. Diamantino

 

 

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