Dia dos fiéis defuntos

A celebração deste dia nos ajude a reforçar o essencial:  o assentido da nossa vida, a beleza da nossa fé, o encanto da nossa esperança e a eficácia do amor de Deus em nós, pela morte e ressurreição de Cristo.

A celebração da Eucaristia é uma dádiva de amor. Dádiva de comunhão também para com aqueles irmãos que alcançaram a eficácia da misteriosa e fecunda misericórdia de Deus, de terem sido lavados no Sangue do Cordeiro, terem sido assumidos como peregrinos da Nova Jerusalém, em processo de total configuração a Cristo

A nossa partilha de fé, de esperança, de boas obras de sacrifícios e sobretudo de amor eucarístico, expressão máxima do amor de Deus, os ajudarão na caminhada para a inteira e total maturação. 

A liturgia deste dia é realista, concreta. Situa-nos nas três dimensões da vida, que até as crianças compreendem: o passado, o futuro e o presente. Hoje é um dia de memória do passado, para recordar quantos caminharam antes de nós, que nos acompanharam, que nos deram a vida. Recordar, fazer memória. A memória é aquilo que fortalece um povo, porque se sente radicado num caminho, numa história, num povo. A memória faz com que compreendamos que não estamos sozinhos, que somos um povo que tem uma história, um passado, uma vida. Memória de tantos que já partilharam um caminho connosco e já se encontram nos túmulos. Fazer memória daqueles que partilharam um caminho connosco e já estão sepultados. Muitas vezes temos dificuldade em recuar no tempo, pensado nom que aconteceu na nossa vida, na nossa família, no nosso povo … hoje é o dia de fazermos memória que nos leva até à nossas raízes.

É também dia de esperança. Na segunda Epístola de S. Paulo aos Coríntios, mostra-nos o que nos espera: um novo céu, uma nova terra e a nova cidade santa de Jerusalém. Linda imagem para nos fazer entender o que nos espera: «Vi desder do Céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, a nova Jerusalém, como uma esposa ornada para o seu Esposo.» (Apocalipse 21,2). Espera-nos a beleza … memória em esperança. Esperança de nos encontrarmos, de chegarmos onde está o Amor que nos criou, o Amor que nos espera, o Amor dm Pai.

Entre memória e esperança, há a terceira dimensão; a do caminho que devemos percorrer e que atravessamos. E como percorrer o caminho sem errar? Quais são as luzes que me ajudarão a não errar a estrada? Qual é o «navegador» que o próprio Deus nos concedeu para não errar o caminho? São as bem-aventuranças que Jesus nos ensina no Evangelho. Estas bem-aventuranças – a mansidão, a pobreza de espírito, a justiça, a misericórdia, a pureza de coração – são as luzes que nos acompanham para não errarmos a estrada; este é o nosso presente, 

No cemitério existem as três dimensões de vida: a memória, podemos vê-la nas sepulturas; a esperança que celebramos na fé, não na visão; e as luzes para nos guiar no caminho, de modo a não errarmos na estrada, conforme nos indicam as bem-aventuranças ensinadas por Jesus. Peçamos hoje ao Senhor que nos conceda a graça de nunca perder a memória. Memória de pessoa, de família, de povo e que conceda a graça de esperança, porque a esperança é um dom de Deus. Saber esperar, de olhar para o horizonte e não permanecer fechado como que diante de um muro. Olhar sempre para o horizonte e para a esperança. E que nos conceda a graça de compreender quais são as luzes que nos acompanharão no caminho para que não erremos e possamos chegar onde nos esperam com tanto amor.

Nossa Senhora, nossa Mãe de ternura e de misericórdia, pediu-nos, em Fátima, pelos seus filhos e nossos irmãos que se encontram no Purgatório.

Diácono António

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