AFINAL A QUARENTENA TAMBÉM TRAZ “COISAS” BOAS

26.7.2020

AFINAL A QUARENTENA TAMBÉM TRAZ “COISAS” BOAS

Vivemos numa época em que a vida se resume ao trabalho e ao apego pelos bens materiais. As pessoas já não trabalham para viver, mas vivem para trabalhar. As crianças são muitas vezes postas em ATLs e atividades extracurriculares porque os pais chegam tarde a casa e não têm tempo de os ir buscar à escola. Podemos dizer que a relação pais-filhos já não é mesma que era há uns anos atrás, vivemos todos a correr contra o tempo.

“Mais da metade dos Pais afirmam ter se aproximado dos filhos por causa da quarentena”

Esta é uma das boas notícias que a quarentena nos traz. Muitas vezes vemos ou ouvimos notícias sobre o número de casos infetados estar a diminuir ou que há menos mortes, que a vacina está a começar a ser desenvolvida ou que muitas profissões mais desvalorizadas estão agora a ganhar mais importância na sociedade. Mas quase nunca nos deparamos com notícias sobre como as pessoas estão a lidar com a quarentena ou como as relações estão a ser influenciadas pelo tempo que agora têm para estar com quem amam. 

Foi feito um estudo no Canadá (pela fundação FCSH) precisamente sobre este assunto. Como estão os pais a lidar com a nova dinâmica nas suas casas? O que mudou na relação que tinham com os seus filhos? Melhorou ou ficou tudo na mesma? Foram mil os pais que foram alvo de um inquérito sobre este tema. Mais de metade admitiu que a sua relação com os filhos tinha melhorado, que se tinham conseguido aproximar mais deles e alguns descreveram até que parecia que se estavam “apaixonar pelos seus filhos como se os estivessem a ver pela primeira vez”. Relataram que, por causa da quarentena, tiveram mais tempo para conviver com os filhos e saber mais sobre eles, fizeram mais refeições em família, mais atividades e conseguiram ainda ter tempo para aconselhar os mais novos.

A quarentena traz-nos então não só tempo para nos descobrirmos interiormente mas também para descobrirmos o outro. Não podemos deixar que a falta de tempo nos impeça de criar relações mais profundas com o outro, temos de os “encaixar nos nossos horários” porque é com eles que podemos sempre contar e em quem podemos por toda a nossa confiança para tudo. O tempo não nos pode ganhar nesta batalha do conhecimento, nós temos de vencer e conseguir dar atenção ao outro sempre que ele precisar. Não podemos deixar morrer os laços de amor apenas porque “não temos tempo”, temos de as manter vivas para que consigamos viver em paz e com amor. São estas relações que nos dão amparo, conselhos, orientações e carinho. Afinal de que somos feitos? De amor tenho a certeza, e sem ele não somos capazes de viver.

Que este tempo que vivemos sirva também para nos aproximarmos mais de Deus e que criemos com Ele uma relação duradoura para a qual nunca nos falte tempo.

Nesta semana rezemos por aqueles que estão sozinhos, para que encontrem em Deus a sua companhia diária. Pelo amor nas nossas relações no dia a dia e para que tenhamos sempre tempo para os mais próximos.

Margarida Vicente

artigo preparado por
Margarida Vicente

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