
PALAVRA DOMINICAL
“Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”: a Divina Família
<<De Deus só se pode dizer o que náo é, e não se pode dizer o que é>> — Esta afirmação da teologia é sempre necessária, quando queremos falar de Deus. Assim nos colocamos no nosso devido lugar, reconhecendo a infinitamente maior sabedoria do Criador e Senhor de tudo o que existe. Só Ele sabe e conhece todas as coisas. Nós apenas conhecemos dentro dos nossos limites, e participando na sabedoria divina, que o Criador nos concedeu.
Tendo isto em conta, sobre os limites da nossa razão humana, podemos dizer mais: Deus revelou-se a si mesmo à humanidade, de muitas maneiras, mas de forma especial em seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo.
Em Jesus Cristo, podemos começar a dizer quem Deus é, não pela demonstração racional, mas sim pela experiência existencial.
Maximamente dizemos: “Deus é amor”. Foi essa a experiência daqueles que seguiram Jesus. Viram, ouviram e tocaram o amor de Deus no convívio com a pessoa humana de Jesus Cristo, fosse na sua vida terrena, fosse na sua ressurreição.
Com é que Jesus nos mostrou Deus?
Quando Jesus fala de Deus, usa a palavra Pai. Fala inúmeras vezes do Pai celeste, do seu Pai, do nosso Pai do Céu.
Já quando fala de si mesmo, na sua relação com o Pai, usa a palavra Filho. O Filho que imita o Pai, que confia no Pai, que faz a vontade do Pai.
Finalmente refere o Espírito. Seja Espírito Paráclito, seja Espírito da verdade, ou Espírito Santo. O Dom do Pai. O Espírito prometido. Aquele que é presença e permanência de Jesus com os seus discípulos,
Na suas últimas palavras aos apóstolos, ao subir ao Céu, Jesus deixa a expressão definitiva: “Ide e ensinai todos os povos. Baptizai-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo“
Assim aprendemos de Jesus a conhecer Deus nas três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. É o que resumimos na expressão Santíssima Trindade. Três pessoas, uma mesma natureza divina.
Este conhecimento de quem é Deus, tem consequências nas nossas relações humanas. A relação de amor entre Pai, Filho e Espírito Santo é a relação de amor que queremos viver entre nós. Olhando para a maneira de viver de Jesus, reconhecemos que não se inspirava nos critérios dos homens, mas na sua relação com o Pai. Assim também nós precisamos constantemente de orientar as nossas decisões e acções a partir da Santíssima Trindade. Aprendemos a ser família humana, contemplando a família divina


