Ressuscitou! Aleluia!

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Precisamos de ressurreição! De recomeçar! De deixar para traz o que nos mata!

O mundo necessita de ressurreição! De deixar o velho ciclo do pecado: sair da desobediência de Adão e Eva, e do fratricídio de Caim.

Urge entrar na realidade nova, acreditar na boa-notícia, seguir o caminho do ressuscitado.

O convite constante que escutamos neste dias é: acredita! E isto faz-nos mudar de mentalidade. Temos a tentação de ficar à espera que outros resolvam, que outros façam, que outros solucionem. Mas não é assim: a tua fé, a tua conversão, a tua vida iluminada pelo Ressuscitado – aqui está a transformação do mundo.

O tempo da páscoa é para te libertares em primeiro lugar de ti mesmo: das tuas desculpas, do teu comodismo, dos teus medos. Na quaresma já reconheceste o que és, agora deixa que Cristo te transforme no que serás. Eternamente serás como Cristo, filho de Deus.

Mais uma vez, escuta a Palavra de Deus que a Sagrada Escritura te apresenta neste Domingo.

A primeira leitura, deixa-te o testemunho dos Apóstolos: “Deus ressuscitou Jesus ao terceiro dia e permitiu-lhe manifestar-se… a nós que comemos e bebemos com Ele, depois de ter ressuscitado dos mortos” É o culminar de toda uma história, que começou na Galileia, com o chamamento do Mestre, com os ensinamentos às multidões, com os milagres e sinais poderosos. É muito significativo que Deus tenha querido fazer as coisas deste modo – na humildade da vida de Cristo e na humildade do testemunho daqueles homens e mulheres. Esta maneira de Deus oferecer ao mundo a ressurreição, é em si mesma reveladora de uma outra maneira de pensar, de agir, de salvar. É a salvação pela relação pessoal, pela comunhão fraterna, pela verdade unificadora do que uma pessoa é e anuncia. (ou seja, não é à maneira do mundo, com persuasão, força, aparência, engano e violência).

A segunda leitura, leva-te ao ambiente de uma comunidade cristã primitiva, com o convite a celebrar a Páscoa, usando a linguagem judaica: o fermento, a massa e o pão ázimo. O que é ‘pão ázimo’: é pão sem fermento, que os judeus comiam na ceia pascal – assim recordavam a libertação do Egipto, quando sairam à pressa sem terem tempo de fermentar a massa. Nesta leitura, São Paulo aproveita esta imagem para falar da nova massa, de que os cristãos são feitos. Uma massa sem o fermento da maldade mundana, mas sim com a pureza e a verdade de Cristo. É um desafio permanente, para os cristãos que vivem neste mundo de maus fermentos – desafio tão grande, ao ponto de Jesus na última ceia ter orado pelos seus discípulos dizendo: “Eles não são do mundo, como Eu não sou do mundo; não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal”.

Na passagem evangélica, és colocado no grupo de Maria Madalena, Pedro e João. Com eles corre ao sepulcro, e identifica os sinais. Investiga o que aconteceu e procura a explicação. Finalmente será convidado a ir mais fundo, a olhar mais alto, a entender mais amplamente. Reconhece o Senhor ressuscitado e junta-te à alegria do discípulo que “viu e acreditou”.

É um caminho de aproximação. Deixa-te levar pelas testemunhas, até que tu mesmo possas ter a alegria de dizer: vi e acreditei! Vejo e acredito!

A alegria da fé no Ressuscitado é a alegria de quem vê o seu futuro garantido: nada pode tirar a alegria de quem crê na ressurreição, de quem se vê já no Céu, com Cristo. Foi para isto que Deus te deu a vida. Deixa que esta alegria transborde do teu coração!

Padre Diamantino