MÃE DE DEUS E MÃE DOS HOMENS

Reflexão à Liturgia da Palavra da Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus

A celebração da Mãe de Deus na oitava do Natal é a festa mais antiga em louvor de Maria na liturgia romana. São os parabéns da Igreja e da humanidade à Virgem, que deu à luz. Como os Magos e os pastores, vamos também nós adorar o Menino, ao colo de sua Mãe. Ela O dá e O ensina a quem O quiser achar. Não há Menino sem Mãe; não há Jesus sem Maria. Com Jesus queremos viver o ano que hoje começa. Assim será de verdade um Ano Bom.

Na primeira leitura, proveniente do Livro dos Números 6, 22-27, o sumo sacerdote invocava as bênçãos de Deus para os israelitas, desejando-lhes a paz e a protecção de Deus.

O salmo é a oração a pedir as bênçãos de Deus para o seu povo e para todos os povos da terra. Para Salmo Responsorial é proposto o salmo 66 (67) 2-3.5.6 e 8.

Jesus foi enviado à terra para nos tornar filhos de Deus e veio até nós através da Virgem Santa Maria, que é sua Mãe e Mãe de todos nós. Disto nos fala a segunda leitura, respingada da Epístola de S. Paulo aos Gálatas 4, 4-7.

Na leitura evangélica deste Domingo, é-nos proposta a leitura e meditação do Evangelho segundo S. Lucas 2, 16-21. Este Evangelho recorda-nos a visita dos pastores ao presépio, guiados pelos anjos e como José e Maria Lhe puseram o nome de Jesus, indicado pelo Anjo.

Santa Maria, Mãe de Deus! Maria é Mãe de Deus porque é a Mãe de Jesus, o Filho de Deus encarnado. É Mãe de Deus pelo seu sim à palavra, aceitando na fé a mensagem do Anjo. Antes de conceber no seu seio segundo a carne, concebeu em seu coração pela fecundidade da fé. “Faça-se”. E o Verbo de Deus fez-se homem. O sim de Maria é a força que O encarna. A desobediência de Adão trouxe-nos a morte; a obediência de Maria gerou a vida. Maria é a escolhida nos planos de Deus, para salvar o homem pelo homem. Por Maria, a Mulher Nova, Deus fez-se o Homem Novo. Maria é Mãe de Deus porque disse sim. Que seria se dissesse não?

Maria é Mãe dos homens. Gerando a Jesus Cristo, ficou associada à sua missão para restaurar nos homens a vida em graça. Concebeu-nos na Encarnação e deu-nos à luz entre dores no Calvário. Na sua fé, esperança e amor nos gerou e alimenta para a vida sobrenatural. Maria mostra-se Mãe, fazendo-se Medianeira e Advogada entre Deus e os homens e assim participar de maneira priviligiada na única mediação do Redentor.

Maria é Mãe da Igreja. A sua maternidade divina e humana continua hoje na Igreja, porque acolhe no seu seio todos os homens. No dia do Pentecostes estava lá a Mãe do Senhor. Nascia a Igreja para a sua missão salvadora e por isso não podia faltar a Mãe. E agora, onde estiver a Igreja em missão, onde houver um Cristo a nascer, tem de estar lá a Mãe de Deus e dos homens. No mistério da Igreja, Maria é Mãe e é Filha. Gera a Jesus Crista com amor maternal e nasce também com Ele para uma vida nova. Por sua maternidade é Mãe de Jesus Cristo total e membro priviligiado do seu Corpo Místico.

O primeiro dia do ano é também o dia mundial da paz. Príncipe da Paz, chamaram os profetas ao Salvador nascido. Entrando no mundo, lança um pregão de paz, como programa de vida que começa. A paz vem como consequência da fraternidade universal, que Jesus Cristo veio trazer aos homens. Porque somos irmãos e família de Deus, já não fazem sentido guerras e discórdias. Jesus quer dizer libertador. O seu nome abre o livro dos tempos, vai à frente como um desafio, a abrir caminhos de amor e de unidade. E é Maria quem no-l’O traz.

Nesta caminhada de paz e de esperança, Maria abre o cortejo, proclamando o triunfo dos pobres e dos humildes. Com o Menino erguido nos braços, erguido ao alto, aponta aos homens o caminho novo da paz. “Desçamos dos pedestais do nosso orgulho – todos nós temos a tentação do orgulho – e peçamos a bênção à Santa Mãe de Deus, a humilde Mãe de Deus. Ela mostra-nos Jesus: deixemo-nos abençoar, abramos os nossos corações à sua bondade. Assim, o ano que começa será um caminho de esperança e de paz, não com palavras,mas com gestos diários de diálogo, reconciliação e cuidado da criação”. – palavras do Papa Francisco a 1 de Janeiro de 2020.

Diácono António Figueiredo

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