Descoberta nos manuscritos

Fragmento dos manuscritos do Mar Morto
artigo preparado por
Joana Brígida

A semelhança na caligrafia é tão acentuada que nem os mais recentes estudiosos se tinham apercebido. Ainda assim, uma equipa da Universidade de Groningen não tem dúvidas: os pergaminhos não foram escritos por uma só pessoa.

Um estudo baseado em Inteligência Artificial concluiu que os manuscritos do Mar Morto – que incluem, entre outros textos, a cópia mais antiga conhecida da Bíblia – foram feitos por vários escribas.

A investigação, publicada pela revista científica on-line Plos One e assinada por investigadores da Universidade de Groningen (Países Baixos), incidiu no Grande Livro de Isaías, revelando que o manuscrito foi escrito por duas mãos diferentes, embora com estilos muito semelhantes.

De referir que os pergaminhos, com mais de dois mil anos, continuam, ainda hoje, a despertar grande curiosidade e fascínio, sete décadas depois de terem sido descobertos (grande parte deles nas cavernas de Qumran, perto do Mar Morto).
Entre os especialistas envolvidos no estudo está Lambert Schomaker, professor de Ciências da Computação e Inteligência Artificial que trabalha há muito tempo com técnicas que permitem aos computadores analisar a caligrafia e perceber como é que a forma de segurar uma caneta ou um estilete afeta a escrita.

Parte do rolo que contém o livro dos Salmos

Assim, segundo explicou a equipa à BBC, o primeiro passo foi criar um algoritmo para separar o texto (tinta) do seu fundo (couro ou papiro) e desenvolver uma rede neural artificial para manter intactos os traços de tinta originais feitos pelo escriba há mais de dois mil anos.

“Os traços de tinta estão diretamente ligados ao movimento muscular de uma pessoa e são específicos dessa pessoa”, esclareceu, garantindo não haver dúvidas de que há mais do que um escriba envolvido.

Ainda assim, acrescentaram os investigadores, a semelhança na caligrafia é tão grande que o mais provável é que os escribas tenham estudado, por exemplo, na mesma escola ou fossem da mesma família.

Entre os detalhes do estudo está a análise específica da letra aleph (“a”) – que aparece mais de cinco mil vezes no pergaminho – nas primeiras e nas últimas 27 colunas, onde foram identificadas diferenças.

Para que todos os dias tenhamos forças para levantar e produzir ou descobrir algo novo de bom.

Joana Brígida

Publicado por

Padre Diamantino Faustino

Pároco de Linda a Velha

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