Celebrar a Páscoa em Família

[indicações do Patriarcado de Lisboa – Departamento de Liturgia]

II SEMANA SANTA: ASPETOS PASTORAIS E LITÚRGICOS EM TEMPO DE COVID-19 SUGERIDOS ÀS FAMÍLIAS

Em virtude da suspensão das celebrações litúrgicas comunitárias até ser superada a atual situação de emergência decorrente da pandemia, apresentam-se as seguintes sugestões às famílias relativas a aspetos pastorais e litúrgicos em tempo de Covid-19, em particular, para a Semana Santa e Tríduo Pascal de 2020.

Sugere-se, neste tempo excecional e na medida do possível, que as famílias participem nas celebrações litúrgicas através dos meios de comunicação social ou das redes sociais. Sempre que possível, e tendo em conta a situação de pandemia que vivemos, auxiliem-se os idosos e doentes para que possam também participar do mesmo modo nas celebrações litúrgicas.

Os horários das celebrações litúrgicas presididas pelo Bispo diocesano deverão ter particular destaque na sua divulgação no site do Patriarcado de Lisboa (www.patriarcado-lisboa.pt) e através dos outros meios de comunicação social e redes sociais disponíveis, face às restantes celebrações litúrgicas nas várias paróquias ou comunidades religiosas.

Como auxílio à oração familiar sugerem-se dois subsídios publicados pelo Secretariado Nacional de Liturgia (http://www.liturgia.pt):

– Celebrar e rezar em tempo de epidemia:

– Na esperança que sustenta a casa – Celebrar e rezar em tempo de pandemia Domingo de Ramos e Tríduo Pascal:

Sugere-se também a publicação “Tríduo Pascal em Família”, da autoria de um sacerdote do nosso presbitério e disponibilizado on-line pela Paulus Editora: http://bit.ly/TriduoPascal_Familia

Sugestões gerais para a participação nas celebrações litúrgicas através dos meios de comunicação social e/ou redes sociais:

1. Escolher previamente o horário em que se vai participar na celebração litúrgica, só ou com toda a família, para permitir que cada um se prepare devidamente.

2. Convém preparar o espaço com uma vela e uma cruz junto ao meio de comunicação através do qual ocorre a transmissão da celebração litúrgica (rádio, ou televisão, computador, etc.).

3. Vestir-se adequadamente.
4. Desligar telefones e telemóveis, ou outros meios de comunicação, que não sirvam à

transmissão da celebração litúrgica.

5. Antes da celebração litúrgica fazer um momento de silêncio, ou de partilha em família, para tomar consciência de que se vai participar numa celebração dos mistérios litúrgicos,

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identificando: o que é que eu agradeço ou o que é que eu ofereço nesta celebração? O que é que eu vou colocar no altar para oferecer a Deus? Quais as intenções de cada um, ou da família, que oferecemos a Deus neste momento que iremos celebrar desta forma excecional?

6. Durante a celebração litúrgica é importante fazer os gestos como se estivéssemos na igreja, se for possível, se a saúde de cada um ou o espaço familiar o permitir (sentar, levantar, ajoelhar).

7. É importante dar valor ao silêncio para interiorizar a Palavra de Deus e, depois da Comunhão de quem preside, cada um ou em família, fazer um ato de comunhão espiritual. Escolher previamente, cada um ou em família, a oração para fazer essa comunhão espiritual. Ou, então, fazer a oração de comunhão espiritual sugerida por quem preside à liturgia eucarística.

8. É importante não ter pressa. Depois da Missa, ficar um breve tempo em oração individual, ou fazer um momento de partilha em família, sobre o que a Palavra de Deus suscitou no coração de cada um.

9. Em casa, convém escolher um espaço adequado para a oração em conjunto com dignidade e recolhimento. Onde for possível, prepare-se um pequeno «recanto da oração» (cf. Catecismo da Igreja Católica, 2691) ou, pelo menos, um espaço da casa onde se coloca a Bíblia aberta, a imagem do crucifixo, um ícone/imagem da Virgem Maria, uma vela para acender no momento oportuno, se possível sobre uma toalha branca.

10. Na Semana Santa e, em particular, no Tríduo Pascal Tríduo Pascal, se for possível, se a saúde de cada um ou o espaço familiar o permitir, sugere-se que: o Domingo de Ramos – se coloque em destaque um ramo de oliveira ou uma palma junto ao crucifixo.

11. Sexta-feira Santa – se coloque em destaque um crucifixo que acompanha a oração em família e a transmissão da celebração litúrgica da Paixão do Senhor. A participação nesta transmissão deve iniciar-se de joelhos, em silêncio. O momento da Adoração da Santa Cruz deve acontecer em silêncio, fazendo uma genuflexão diante do único crucifixo presente.

12. Domingo de Páscoa. Vigília Pascal – se coloque em destaque uma vela, se possível com uma dimensão razoável, que acompanha a oração em família e a transmissão da celebração litúrgica da Vigília Pascal.

Cónego Luís Manuel Pereira da Silva Diretor do Departamento da Liturgia

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