AVISOS + FOLHA

AVISOS (29-1-2022)

FORMAÇÃO CRISTÃ
Teremos connosco o Padre Nuno Tavares, já nosso conhecido, para apresentar um curso de formação sob o tema “A Eucaristia Faz a Igreja”.
Neste curso poderemos conhecer a nova edição do Missal Romano, e aprofundar a teologia e espiritualidade eucarísticas. 
Começa no dia 6 de Fevereiro, às 21h15, na sala da ressurreição.

FAMÍLIAS DE ACOLHIMENTO JMJ Lisboa 2023
Inscreve a tua família, através do e-mail: cop.lindaavelha.jmj2023@gmail.com
Ou também pessoalmente no final das Missas dominicais.
Divulga por outras famílias que tu conheças. Convida. Leva os folhetos de inscrição e entrega.
É uma experiência extraordinária de encontro e convívio com jovens de outros países.
(não é preciso ter camas, apenas chão para estender os sacos cama de dois jovens).

ENCONTROS JMJ LISBOA 2023
No dinamismo da preparação da Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023, estamos a realizar uma séria de encontros para conhecer a história das jornadas, as temáticas mais importantes e ouvir o testemunhos de pessoas que estiveram lá.
O próximo encontro será na sexta-feira, dia 10 de fevereiro, às 21h15, na sala da ressurreição. Contamos contigo!

ONDE ESTÁ A FELICIDADE?

DOMINGO IV DO TEMPO COMUM

A felicidade é o nosso ofício de pessoas. Nascemos para sermos felizes, marcados pelo selo inconfundível de ânsias de plenitude, que só em Deus se compreendem e realizam. Tende para ela todo o nosso ser de criaturas, como seres humanos e filhos de Deus. Qual o caminho?

Apressa-se o mundo a responder, oferecendo-nos o seu programa de riquezas e prazeres, de honras e poderios. São as bem-aventuranças do mundo, a proposta de felicidade que ele oferece aos seus seguidores, como ofereceu a Cristo nas tentações do deserto. Oculta-se nesta oferta a louca pretensão de felicidade, que deixa o coração frio e escraviza o homem ao domínio absoluto do carnal e do terreno.

Esperemos confiantes na misericórdia do Senhor e seremos por Ele abençoados – disto nos fala a primeira leitura tirada da Profecia de Jeremias 17, 5-8.

No Salmo Responsorial, Salmo 1, 1-2.3.4.6, assinala que seremos felizes se nos afastarmos do mal e cumprirmos sempre a Lei do Senhor.

A primeira Epístola de S. Paulo aos Coríntios 15, 12.16-20, preenche o espaço da segunda leitura, na qual o Apóstolo anima-nos a viver com o Senhor que ressuscitou glorioso e nos há-de ressuscitar, para com Ele vivermos eternamente.

No Evangelho de S. Lucas, 6, 17.20-26, somos convidados a escutar e a saborear o que o Senhor nos vai falar, apontando-nos as bem-aventuranças como caminho de perfeição e caridade.

”Felizes de vós! Alegrai-vos!” – diz o Evangelho. Quem? Os pobres, os que têm fome, os que choram, os rejeitados. É a proposta de Cristo a quem o quiser seguir, o caminho oposto, em contradição flagrante com as bem-aventuranças do mundo e critérios terrenos. Não foram descoberta do homem, mas dom de Deus, abrindo-nos perspectivas de felicidade total. A felicidade é longe, novo Reino que nos seduz e nos conquista. Homem novo, Reino novo exigem felicidade nova.

Cristo proclama uma nova hierarquia de valores, em que os pobres são ricos e os que choram serão consolados. Programa revolucionário, divina audácia a desafiar pensamentos e corações. Programa assim paradoxal só o entende a nova raça de violentos, que arriscam tudo pela posse dum Reino. Em vez de bens que o tempo leva, preferem tesouros que nem os ladrões cobiçam nem a traça corrói. A felicidade não consiste em ser pobre, mas nos bens divinos que a pobreza nos traz. Com seu pregão de felicidade, Jesus escolheu definitivamente ser fermento e minoria. Não importa. É destes pobres que o mundo vive e o seu património se enriquece. 

Ficarão de fora os ricos, os fartos, os poderosos, os que riem, excluídos do Reino da felicidade, do banquete da alegria. “Ai de vós” – adverte o Evangelho. Temerária intransigência, divina contestação! Os que buscam a felicidade por falsos caminhos arrancam ais do coração de Deus.. Jesus não condena a riqueza, mas o mau uso dela;não rejeita honras, mas o orgulho que despertam; não amaldiçoa o poder, mas aqueles que dele se servem para cometer injustiças, em desprezo da dignidade do homem.

A felicidade que Cristo nos dá é a grande recompensa prometida. Começa já neste mundo. Não somos alienados, sonhadores de utopias, mas caminhamos para a posse de uma felicidade real, guardada por todo aquele que a busca. “Felizes agora” – remata o Evangelho. Agora virá incompleta por caminhos e horas desconcertantes, precursora da bem-aventurança futura.. Só ao fim se completará, quando a felicidade de Deus inundar os nossos limites e fazer cair todas as barreiras. Na linguagem de Deus tudo muda de nome; os pobres chamam-se ricos e a tristeza é alegria. Acerta agora os termos, não troques os caminhos.

“Os sofrimentos do tempo presente não têm proporção com a glória que se há-de revelar em nós” – Epístola de S. Paulo aos Romanos 8,18. A Virgem Maria nos ajude a ouvir e a reflectir este Evangelho com mente e coração abertos, a fim de que dê fruto na nossa vida e nos tornemos testemunhas da felicidade que não desilude, a de Deus que nunca desilude.

Diácono António Figueiredo

AVISOS + FOLHA (22JAN)

AVISOS (22-1-2023)

ENCONTROS EM FAMÍLIA

Decorreu com enorme sucesso o primeiro encontro em família, no dia 20 de janeiro.
Tivemos o Daniel e a Joana a apresentar as quatro primeiras JMJ: 1986 em Roma, 1987 em Buenos Aires, 1989 em São Tiago de Compostela, 1991 em Czestochowa. Todas sob o tema “Encontro com Cristo”.
Tivemos o testemunho do João Joaquim que participou em 1989 e do Padre Diamantino que participou em 1991.
Foi excelente! Não percas o próximo encontro: 10 de Fevereiro, 21h15!

FAMÍLIAS DE ACOLHIMENTO

Para a Jornada Mundial da Juventude, precisamos de mais famílias de acolhimento. São apenas cinco noites, de 1 a 6 de agosto. É apenas preciso chão para os jovens colocarem o seu saco cama. É apenas para dormida (e se possível pequeno almoço, se não, não.)
Mas a experiência da Jornada será muito maior, porque a tua família pode conhecer pessoalmente dois jovens de outro país, e porque os jovens que vêm ficam a conhecer uma pessoa concreto que os acolheu.
Contamos contigo!
cop.lindaavelha.jmj2023@gmail.com

VOLUNTÁRIOS

Também precisamos de voluntários para a organização da jornada. Tens disponibilidade a 10%? a 50%? a 100%?
Vamos precisar de receber, de orientar, de acompanhar, de socorrer, de alimentar, de arrumar, de preparar, etc. etc. etc.
Precisamos de ti! Contacta-nos:
cop.lindaavelha.jmj2023@gmail.com


O GRÃO DE TRIGO

Reflexão à Liturgia da Palavra da Solenidade de S. Vicente, Diácono e Mártir, Padroeiro Principal do Patriardado de Lisboa.

Neste Domingo, 22 de Janeiro, celebramos a Solenidade de S. Vicente, Diácono e Mártir, Padroeiro Principal do Patriarcado de Lisboa. Por isso, na Diocese de Lisboa a Santa Missa deste Dominmgo é celebrada fazendo memória deste Santo Mártir, por ser o Padroeiro da nossa diocese.

Neste Domingo celebramos também o Domingo da Palavra de Deus. Pelo motu próprio ‹‹Aperuit illis›› – Abriu-lhes o Entendimento – de 30 de Setembro de 2019, o Santo Padre instituiu para toda a Igreja o Domingo da Palavra de Deus, a celebrar todos os anos no terceiro Domingo dio Tempo Comum. Deseja o Santo Padre, que neste Domingo «seja dedicado à celebração, reflexão e divulgação da Palavra de Deus». 

Para este Domingo, em vez das leituras referentes ao III Domingo do Tempo Comumm, Ano A, o Departamento de Liturgia do Patriarcado de Lisboa propõe as seguintes leituras: 1.ª leitura é tirada do Livro de Ben-Sirá 51, 8-17. Para Salmo Responsorial o salmo 58 (59) e para o Evangelho são propostos dois Evangelhos á escolha: S. João 12, 24-26 ou S. Mateus 10, 17-22.

«Vós livrais aqueles que esperam em Vós e os salvais das mãos dos inimigos», ouvimos a Ben Sirá, na primeira leitura, referindo que Deus livra os que n’Ele esperam e os liberta de mãos inimigas. São três os agentes: Os inimigos que perseguem, Deus que liberta e os que esperam em Deus. Com São Vicente, tudo aconteceu assim. Os inimigos que o condenaram e torturaram, com mãos particularmente atrozes. Deus que o recebeu e libertou da “lei da morte”, ou seja, do esquecimento do que fora e tanto assinalara. E Vicente, que venceu e convenceu, na mais activa das esperanças.
Perante as dificuldades e oposições, por graves e gravíssimas que sejam, o verdadeiro crente comporta-se também assim. Sabe que a fé encontrará resistências, bem duras por vezes. Sabe que não faltarão soberanias que, circunscrevendo o horizonte à dimensão temporal que dominam, não suportam nos governados qualquer ligação que as transcenda e possa criticar. Assim acontece com quem detenha o poder pelo poder e igualmente em nome de ideologias várias que, impondo-se pelo geral, não respeitam a irredutível singularidade de cada um. Prepotência e consciência nunca se deram bem.
No passado e ainda no presente, pôde e pode ser assim no campo imediatamente político, quando não se respeitam as declarações universais de direitos, a liberdade religiosa e a indispensável distinção de poderes, entre quem legisla, quem governa e quem julga. Assim aconteceu com o S. Vicente e assim nos irmanamos hoje com muitas outras pessoas de boa vontade, inclusive de outros credos e até além destes, em base humanitária comum. Em pleno oitavário de oração pela unidade dos cristãos, lembremos que a colaboração em tudo o que respeita ao bem do próximo é uma das alíneas principais do progresso que pretendemos.
Mas não esqueçamos o que disse Ben Sirá: Deus livra os que n’Ele esperam. A consequência é dupla, como sentimento e como acção. Como sentimento, porque esperar em Deus é não desistir nunca d’Aquele em quem acreditamos, mesmo que tudo parecesse contradizê-l’O e ausentá-l’O. Como acção, pois a esperança é performativa e realiza já aquilo que a transporta, pela acção possível e sem omissão alguma.

Dizia Jesus no Evangelho e testemunhava-o São Vicente no martírio: «Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo cair na terra e não morrer, fica só ele; mas, se morrer, dá muito fruto.»Falaria Jesus imediatamente de si, que seria morto e sepultado, fazendo da sua morte a doação total da vida e da sepultura a comunhão plena com a nossa condição comum. Em tudo isso não ficou só ele, porque nos acompanhou absolutamente a nós e nos fez reviver a todos. Assim abriu caminho aos seus discípulos, verdadeiros discípulos, como o foi São Vicente. O nosso padroeiro foi diácono, sacramentalmente servo dos pobres de então. Servo sobretudo no testemunho que deu, de ser fiel até ao fim, na fé que demonstrava, na esperança que o levava e na caridade para com os próprios carrascos, que não conseguiram que os odiasse. Na celebração coerente deste dia, teremos de seguir a Cristo assim também, como o fez Vicente. Dispostos a cair na terra comum da necessidade de todos, sem resistir ao dom de nós próprios, nem nos fecharmos em isolamentos sem saída. Pelo contrário, preenchamos a solidão dos outros com a nossa atenção e companhia; colmatemos tanto vazio e lacuna sociocultural e mediática com a presença solidária e criativa que oferece humanidade; estejamos sempre onde devemos estar, disponíveis e totais, pascalmente oferecidos. São muitas as necessidades e urgências, outras tantas oportunidades de entrega. Foi uma lembrança criativa, uma presença fecunda. A barca em que chegara com os corvos guardiães lembrou-o emblematicamente depois. Boa lembrança e permanente estímulo.Especialmente agora, em que a cidade se está a preparar para a Jornada Mundial da Juventude que irá decorrer no próximo mês de Agosto, com visitantes de toda a parte do mundo. E sem esquecer os que cá estavam e devem continuar a estar, respeitados e dignificados na tradição que transportam. Quando se há de refazer em ecologia integral, conjugando o natural e o edificado, a bem da integralidade psicofísica e espiritual de cada ser humano, pessoal, familiar e socialmente integrado.

Diácono António Figueiredo 

Folha e Avisos

AVISOS (15-1-2023)

ENCONTROS EM FAMÍLIA – ‘FAMILY MEETINGS’
Neste ano o tema só poderia ser a Jornada Mundial da Juventude! Pelo que teremos seis encontros, mensalmente, para ficarmos a par da história da JMJ ao longo dos anos. Contamos com o testemunho de vários participantes, que partilharão connosco a experiência ao vivo das JMJ.
primeiro encontro é no dia 20 de Janeiro, 21h15, na igreja paroquial.
Convidamos TODA a comunidade paroquial, da adolescência aos mais experientes, porque somos em Igreja, “Família de famílias”.

DOMINGO DA PALAVRA
No 3º Domingo do Tempo Comum o Papa Francisco instituiu o “Domingo da Palavra”, para que as comunidades dediquem um dia para uma recordar que todos os dias precisamos de fazer da Sagrada Escritura o centro da nossa relação com Deus e o alimento da nossa fé. 
Neste ano o Domingo da Palavra calha a 22 de janeiro. Queremos assinalá-lo em cada uma das missas desse Domingo. Mas queremos também reunir-nos, encontrar-nos, convivermos, porque a Palavra de Deus nos une como irmãos.
— ALMOÇO PAROQUIAL
Convidamos todos os grupos paroquiais para um almoço partilhado, a ter lugar no salão paroquial, no Domingo dia 22, às 13h00. Tragam as vossas famílias! Tragam o vosso farnel para partilhar!
— FORMAÇÃO DE LEITORES
Também no Domingo dia 22, pelas 15h00, os leitores terão um encontro de formação com o Pe. Sujith, para renovação e acerto dos procedimentos nas celebrações.

EIS O CORDEIRO DE DEUS

Reflexão à Liturgia da Palavra do Segundo Domingo do Tempo Comum – Ano A

Após a Solenidade da Epifania do Senhor, celebrada no passado Domingo e da festa do Baptismo do Senhor, ocorrida na passada segunda feira, entramos no Tempo Comum. Este tempo prolonga a celebração do mistério pascal. Continuamos a viver e a completar na Igreja e no mundo o mistério da sua encarnação, morte e ressurreição.Vamos agora encarnar, morrer e ressuscitar a fogo lento, baptizados no fogo do Espírito. O Verbo Encarnado vai fazer-se vida em nós. O ciclo litúrgico é a semente a frutificar, Jesus Cristo a crescer em nós até à plenitude. Liturgia é vida. 

Este é o tempo da Igreja peregrina meditar no mistério de Cristo na sua globalidade; tempo de anunciar a Boa Nova para fazer crescer o Reino até à sua plena maturidade, caminhando ao encontro do Senhor, até que Ele venha.

Era o tempo do exílio na Babilónia. Por isso, o profeta fala ao povo de um libertador que será apresentado como o Servo do Senhor. Este servo é Jesus Cristo que vem para reunir o povo, restabalecer as tribos, iluminar as nações e salvar os homens. A primeira leitura é da Profecia de Isaías 49, 3.5-6. Temos aqui parte do segundo poema do Servo de Yahwéh.

No Salmo Responsorial, o salmista canta um hino de louvor, de glória e acção de graças pelas maravilhas operadas pelo Senhor, nomeadamente porque Ele O atendeu e colocando-se disponível para fazeer a sua vontade. «Eu venho Senhor, para fazer a vossa vontade», é o refrão do salmo deste Domingo. Salmo 39 (40) 2 e 4ab, 7-8a.8b-9.10-11ab.

Começamos hoje a ler a Primeira Epístola de S. Paulo aos Coríntios. A segunda leitura deste Domingo, é respingada da Primeira Epístola de S. Paulo aos Coríntios 1, 1-3. Este trecho limita-se à dedicatória desenvolvida, como era costume naquele tempo. Mas logo aí se podem encontrar grandes afirmações da fé cristã, que depois serão desenvolvidas ao longo da carta. Toda a vida cristã é fruto do chamamento de Deus; foi assim com Paulo, é assim com todos os cristãos. O cabeçalho da epístola é, teològicamente muito rico; seguindo o formulário epistolar greco-romano, começa com o nome do remetente: “Paulo”, credenciado como Apóstolo por vocação divina e o irmão Sóstenes, seu colaborador. 

Na passagem evangélica deste Domingo, tirada do Evangelho segundo S. João 1, 29-34, aparece-nos a figura de S. João Baptista, que apresenta Jesus: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo». Depois de proclamar a necessidade de penitência e conversão, João Baptista aponta para Jesus, concrectamente a sua missão santificadora. Este título revela a pessoa e a missão de Jesus Cristo. O Filho de Deus é o Servo sofredor, Cordeiro pascal, “que tira o pecado do mundo”. Sevo sofredor quer dizer Cordeiro imolado, aquele que carrega sobre si os nossos crimes (Isaías 53,6), suporta os nossos sofrimentos (Isaías 53,4). Desde o começo da sua vida pública, Jesus já é o que há-de ser: Pastor que se fez Cordeiro, Servo que se fez manjar. Assim se torna luz das nações, como se refere Isaías na primeira leitura. “Eu sou a luz do mundo”. No seu rasto luminoso caminham todos os povos. Ao clarão da sua face conhecemos todas as coisas.

“Vi o Espírito Santo descer do Céu”, refere o Evangelho. A sua missão é mostrar Jesus, torná-lo visível até ao fim dos tempos. Para isso desceu ao Jordão e desceu depois sobre a Igreja no Pentecostes, investindo-a e sagrando-a para a mesma missão de Servga e de Cordeiro. É a Igreja que leva hoje a salvação de Jesus Cristo até aos confins da terra, acolhendo em seu seio todos os sobreviventes de Israel, como salienta a primeira leitura. À imagem de Jesus Cristo, a Igreja resplandece como luz das nações e Cordeiro imolado, que reúne em banquete os filhos de Deus dispersos.

Como a Igreja e na Igreja, Jesus Cristo continua a oferecer-se sobre o altar, exercitando o seu ofício libertador. Pela Eucaristia, a Igreja oferece o Cordeiro de Deus, feito vida dos homens, coração dio mundoi E o fogo do Espírito continua sempre a passar, consumando o sacrifício.

“Eu vi e atesto”, refere S. João Baptista no Evangelho. Também o cristão é testemunha do que viu e ouviu, do que tocou na fé e na experiência da vida. Escolhido e consagrado pelo Baptismo, vai ao mundo mostrar a sua eleição, como testemunha de Jesus Cristo, instruído pelo Espírito Santo, que nele foi derramado e nele habita. A missão do cristão é guardar-se do pecado e transmitir a luz. Fomos investidos na missão de sermos santos. Os nossos trabalhos e sofrimentos, unidos a Jesus Cristo, transforman-nos em oblação pura e cordero imolado, para tirar o pecado do mundo.

Mas o testemunho de Jesus Cristo dá-se e vive-se em comunhão. Vams ser santos e ser luz “com todos os que inviocam o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo”, conforme diz a segunda leitura. O nosso viver de cristãos é gesto que O aponta, luz que O anuncia. Não impeçamos a actuação do Espírito Santo

A Virgem Santa Maria nos obtenha a força para dar testemunho de seu Filho Jesus; para O proclamar com alegria, com uma vida livre do mal e uma palavra cheia de fé, maravilhada e grata.

Diácono António Figueiredo

Paróquia de Nossa Senhora do Cabo – Rede de relações fraternas