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PROCISSÃO DE VELAS

PROCISSÃO DE VELAS – NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

É com especial alegria que voltamos a realizar a procissão de velas, com a imagem de Nossa Senhora de Fátima, no sábado, dia 28 de maio, às 21h30.

PERCURSO A PÉ: saída da igreja paroquial, R. dos Lusíadas, Av. Carolina Michaelis, Al. António Sérgio, Av. 25 de Abril, Calçada do Chafariz, Estrada das Biscoiteiras,  Av. Dom Pedro V, R. Francisco José Vitorino, Rua Pedro Álvares Cabral, R. Eng. José Frederico Ulrich, R. Lusíadas, terminando na igreja paroquial.

ENFEITAR: nas ruas por onde passar a imagem, fica bem haver janelas iluminadas e outros sinais de devoção à nossa Mãe do Céu.

PASSEM A PALAVRA!

Deus vos abençoe a todos!
Padre Diamantino

A FORÇA DO ESPÍRITO

Comentário à Liturgia da Palavra do VI Domingo da Páscoa, ano C

Deus nunca se despede; é sempre Emanuel, Deus connosco. Volta sempre outra vez. Por isso, ao partir para o Pai, Jesus promete ficar. Estabelece em nós a sua morada eleita e faz da Igreja a sua cidade santa. Nós somos as pedras vivas em construção. O cristão é tabernáculo sagrado, onde Cristo mora, “tenda do testemunho”, aberta a quem O procurar.

Jesus Cristo vive na Igreja. Habita nela, casa de Deus, divina construção que o Pai lhe confiou. Fundada n’Ele e no testemunho dos Apóstolos, nela se edifica a nova Jesuralém, onde a Santíssima Trindade desceu e permanece. A glória de Deus é o sol que a ilumina e o Cordeiro é a sua luz.

A primeira leitura (Actos dos Apóstolos 15, 1-2.22-29) fala-nos de uma verdadeia atmosfera sinodal. Na fidelidade aos Apóstolos e ao Espírito de Deus foi possível encontrar atmosfera/ambiente ao estilo de Jesus. 

Quando vivemos o amor de Deus, resplandece em nós a luz do seu rosto, constroem-se caminhos de amor e louvor que chegam aos confins da terra (do Salmo Responsorial – Salmo 66 (67), 2.35.6.8).

Que bela é a cidade que desce do Céu! Todos os que a construiram nesta terra exultam na sua plena beleza e santidade. A segunda leitura deste Domingo é tirada do Livro do Apocalipse 21, 10-14.22-23. 

Acolher a Palavra de Deus torna-nos Sua morada. Morada bela que torna a nossa vida uma presença de Jesus. Disto nos dá conta o Evangelho de S. João, capítulo 14, versículos 23-29. 

Quando amarmos os outros em Jesus Cristo, Ele encarna outra vez e habitará entre nós. “Se alguém me ama, faremos nele a nossa morada” – diz Jesus no Evangelho. Amor exige presença, pede vida e comunhão. Não conhece distâncias nem suporta ausências, porque longe da vista, longe do coração. È assim o amor entre as pessoas e é assim também o amor de Deus. Porque nos ama, mete-se-nos dentro, saltando muros e portas, eliminando ausências. Faz de nós sua morada permanente, lar fecundo e ardente, onde o amor nos põe a mesa e nos sacia. “Quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele” – refere S. João na sua primeira Epístola, 4,16. Para amar temos de cumprir os mandamentos, guardar as palavras de Jesus Cristo. Pelas obras do amor, a Palavra faz-se vida. A fidelidade à Palavra proclama o amor a Jesus Cristo e aos irmãos, torna viva a sua presença em nós e nos outros. 

“O Espírito Santo Paráclito há-de ensinar-vos tudo” – avisa Jesus no Evangelho. Na verdade, este mesmo Espírito traz como missão pessoal formar Cristo em nós, revelando-nos o seu mistério. Ensina-nos a rezar ao Pai e reza em nossos corações com as mesmas palavras e sentimentos do Filho. Desperta em nós a oração de Jesus, para que eu reze n’Ele e Ele em mim. Se temos a mesma vida, temos a mesma oração. Continua no mundo a memória viva da Boa Nova. O Espírito Santo é a força indomável que vence o mundo. Assiste a Igreja como divino Paráclito para falar em nome dela. Advogado e defensor das nossas questões e demandas. Quando a tempestade se levanta na Igreja e se pretendede encadear o Evangelho em costumes e velhas leis, o Espírito Santo decide pela liberdade que Cristo nos conquistou. (1.ª leitura).

A presença de Deus manifesta-se e dá sinais. No Evangelho Jesus exorta: “Não se perturbe o vosso coração”. Um coração possuído de Deus vive na paz e na alegria. A Jerusalém nova, Igreja santa, quer dizer “cidade de paz”. É este o clima favorável que assinala e faz crescer a comundade dos ressuscitados. A alegria do Cristão nasce da certeza de que vamos com Jesus Cristo para o Pai. Não queremos a paz que o mundo dá, feita de transigências e armistícios. A paz de Cristo vem na violência dos mansos e dos humildes, a revolução que domina a terra. 

A paz que Cristo nos dá é o dom do seu Espírito que habita em nós. Ensinados por Ele e fortalecidos por sua graça, viveremos alegres e confiantes no meio de noites e tempestades.

Hoje o Senhor convida-nos a abrir o coração ao dom do Espírito Santo, para que nos guie pelas sendas da história. Ele educa-nos, dia após dia, para a lógica do Evangelho, a lógica do amor acolhedor, «ensinando-nos todas as coisas» e «recordando-nos tudo o que o Senhor nos disse». Maria, que neste mês de Maio veneramos e oramos com devoção especial como nossa Mãe celeste, proteja sempre a humanidade inteira. Ela, que com fé humilde e corajosa, cooperou plenamente com o Espírito Santo para a Encarnação do Filho de Deus, nos ajude também a nós a deixar-nos educar e guiar pelo Paráclito, a fim de podermos acolher a Palavra de Deus e de a testemunhar com a nossa vida.

Diácono António Figueiredo

NOVO CÉU, NOVA TERRA

Reflexão à Liturgia da Palavra do Domingo V da Páscoa, Ano C

Páscoa é a grande novidade que transforma o mundo. Desde que Jesus Cristo ressuscitou, há em tudo o que existe e acontece, um fermento de vida nova, um sabor diferente. Agora tudo é novo, tudo nos sabe a Cristo.

Na primeira leitura extraída do Livro dos Actos dos Apóstolos 14, 21b-27, Paulo e Barnabé anunciam Jesus aos povos que evangelizam. Hoje somos nós os seus continuadores para animarmos os cristãos, cumprindo sempre a Sua vontade.

Deus é nosso Pai. Quer o nosso bem. Agradeçamos tão grande dom, louvando-O agora e para sempre no Salmo 144, 8-13a.

A segunda leitura é do Livro do Apocalipse 21, 1-5a. Com o Apóstolo João queremos ver a Igreja una e santa neste mundo, para depois vivermos eternamente felizes no Céu.

Jesus deu-nos um mandamento novo, o mandamento do amor. Amemos o Senhor com todo o nosso coração e amemo-nos uns aos outros. Com o nosso testemunho o mundo alcançará a paz e a felicidade. O Evangelho é uma passagem de S. João 13, 31-33a.34-35. Amar é o mandamento novo que renova todas as coisas. A grande novidade que transforma o mundo é amar os outros como Cristo nos amou. O mandamento do amor contém o seu testamento e perpétuo memorial. O amor fraterno é sacramento de Cristo, sua presença viva e passagem entre os homens. Sob as espécies e aparências dum homem qualquer, descobre o amor um Cristo ressuscitado. Amar é ser novo. 

Se temos a mesma vida, temos a mesma oração. Continua no mundo a memória viva da Boa Nova. O Espírito Santo é a força indomável que vence o mundo. Assiste à Igreja como divino Paráclito, para falar em nome dela. Advogado e defensor das nossas questões e demandas. Quando a tempestade se levanta na Igreja e se pretende encadear o Evangelho em costumes e velhas leis, o Espírito Santo decide pela liberdade, que Cristo nos conquistou. (1.ª leitura).

“O que antes havia, passou” – 2.ª leitura. O túmulo glorioso de Cristo foi o berço da nova criação. Gerado em Páscoa, o mundo caminha agora para a plenitude da idade de Cristo ressuscitado. A fé é o germe fecundo da vida nova: dinamismo e crescimento, que nos leva e estimula para a Páscoa definitiva. Mas para entrar no mundo novo, temos de passar “através de muitas tribulações” (1.ª leitura) em Páscoa permanente. Até lá, toda a criatura sofre connosco dores de parto, na expectativa da hora da exaltação. “Então já não haverá lágrimas nem lutos, nem clamor nem fadiga” – refere a segunda leitura.

“Amai-vos uns aos outros” – salienta o Evangelho. Amar é o nosso ofício e condição essencial, o rosto de Deus aparecendo entre os homens. Deus é amor e o homem também. Fomos criados à sua imagem e semelhança e não podemos renegar das origens, fugir do plano traçado. Quando não amar, deixarei de ser eu, deixarei de ser homem. Só amando como Deus ama nos pareceremos com Ele. A nossa semelhança faz-se no amor. Cristo veio ao mundo para restaurar o amor perdido.

A novidade do mandamento novo consiste em amar à maneira de Cristo. “Como Eu vos amei” – refere Jesus no Evangelho. Antes o homem era a medida de todas as coisas: “amar o próximo como a nós mesmos”. Agora a perfeita medida do amor é Jesus Cristo. Daí, a grandeza e a dificuldade. Cristo amou-nos, encarnando, perdoando, morrendo. Assim, só tenho é de amar. O meu amor aos outros leva-me a aceitar cada um como ele é, assumir a sua história, comungar os seus anseios. Não há amor sem perdão. Amar como Jesus Cristo ama é perdoar como Ele perdoa. Mas é morrendo todos os dias no meu orgulho e egoísmo que poderei dar aos outros a maior prova de amor. Amar é Páscoa permanente, pão repartido por todos, em “passagem” constante da morte à vida. Amar é morrer.

O amor fraterno está no mundo como sinal. É o vínculo que nos une para que o mundo creia. Por Ele conhecerão os homens que somos discípulos de Jesus Cristo. Não temos outro sinal, outro hábito que nos distinga. Quando nos amarmos uns aos outros, Cristo será glorificado e Deus glorificado n’Ele. Onde houver amor aí está Jesus Cristo. A comunidade do amor é a glória de Deus, a sua morada entre os homens.

O mundo é a Jerusalém nova descida do céu na manhã de Páscoa. O céu começa aqui e agora na nova terra, inaugurado na fé e na esperança. A hora da exaltação já chegou. Cada acontecimento faz parte da glória a que o Pai nos destina e caminha para o triunfo final. O cristão é aquele que acredita num mundo novo. Tudo acontece em glória; nada deste mundo me é estranho. O amor de Jesus em nós cria pontes, ensina novos caminhos, activa o dinamismo da fraternidade. Com a sua intercessão maternal, a Virgem Maria nos ajude a acolher de seu Filho Jesus o dom do seu mandamento e do Espírito Santo a força de o praticar na vida de todos os dias.

Diácono António Figueiredo

“Jamais hão-de perecer.”

Meditando a Liturgia da Palavra do IV Domingo da Páscoa 

Cristo ressuscitado é o Bom Pastor prometido. Andava a humanidade inteira como ovelhas sem pastor. Por sua morte e ressurreição, Jesus constituiu-se pastor e guarda das nossas almas, juntando na unidade os filhos de Deus dispersos. 

Este IV Domingo da Páscoa, é tradicionalmente chamado Domingo do Bom Pastor, porque o Evangelho fala-nos dele. 

Celebramos o Dia Mundial de Oração pelas vocações. Pedimos vocações para todos os ministérios da Igreja, mas de um modo especial imploramos a graça de a Igreja poder dispor de muitos e santos sacerdotes para servirem o povo de Deus. 

Na primeira leitura deste tempo pascal, escutamos e meditamos uma passagem do Livro dos Actos dos Apóstolos. Para este Domingo foi extraída do capítulo 13, versículos 14.43-52. Hoje é narrada a grande actividade evangélica de São Paulo e São Barnabé em Antioquia de Pisídia. Dão-nos o exemplo de não desanimarem perante as dificuldades encontradas. Foi e é ainda hoje no meio de sacrifícios e perseguições, que a Igreja é implantada em todo o mundo.

O Salmo Responsorial é o Salmo 99 (100) 2.4.5.6.11.13b. De novo o Espírito Santo convida-nos a entoar um cântico de louvor ao Altíssimo pelas maravilhas que operou na Páscoa.

Na segunda leitura, tirada do Livro do Apocalipse 7, 9.14b-17, S. João dá-nos um vislumbre do Céu: uma multidão imensa que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé diante do trono e na presença do Cordeiro, revestidos de túnicas brancas e de palmas na mão.

A passagem evangélica é de S. João 10, 27-30. Prometemos-lhe a nossa fidelidade e segui-l’O pelos caminhos da vida.

“O Cordeiro será o seu Pastor” – refere a segunda leitura. O Cordeiro imolado fez-se Pastor. À sua volta se reúne a comunidade pascal, rerspondendo à Palavra, comungando a Vida. Na Igreja, redil de Cristo, cabem todas as pessoas. Jesus Cristo é o único Pastor do único rebanho e não há outra voz, outro caminho. Toda a humanidade lhe pertence, resgatada no seu sangue redentor. Cristo pagou por ela o preço da sua vida. O seu coração de Pastor e de Cordeiro, fez-se redil de todas as dores e buscas desgarradas. Em paga do seu despojo e doação, o Pai deu-lhe como prémio e senhorio do homem e do universo. A humanidade resgatada é o dom maior de tudo, recebido do Pai. Cada pessoa é o tudo, onde Jesus Cristo se extasia e se oferece..

“Eu conheço-as e elas seguem-me” – afirma Jesus no Evangelho. Ser ovelha de Jesus Cristo é escutar a sua voz. Tem um acento que só eu conheço, exigências que só eu entendo. Cristo conhece a minha história e aceita-me tal como sou. Conhecer a Cristo é vivê-lo e seguir os seus passos para onde quer que vá. Vamos pelos prados da fé, obedientes à Palavra de Alguém que nos chamou pelo nome. Virão mercenários e salteadores, mas “ninguém há-de arrebatar da sua mão” a Igreja que o Pai lhe deu. O “mistério da iniquidade” não há-de vencê-la. “Jamais hão-de perecer”.

“Dou-lhes a vida eterna” – assegura Jesus no Evangelho. A fé é o início e o fundamento da vida nova. Sequindo a voz de Jesus Cristo, somos introduzidos na vida imutável, onde já vivemos agora na fé e na esperança. A vida eterna começa hoje. Está aberta a porta, porque o Pastor se fez Cordeiro, dando-nos a própria vida. Para entrar na vida eterna temos de passar “a grande tribulação”, feita de lutas e contradições, até que as nossas vidas sejam branqueadas no sangue do Cordeiro (2.ª leitura). Quando dermos a vida em testemunho do amor, começaremos então a viver a vida eterna. É em Cristo que purificamos o olhar para ver a Deus e termos acesso ao Pai, vivendo em comunhão com Ele.

“Estabeleci-te para seres a luz das nações” – salienta a primeira leitura. Bom Pastor é também a Igreja, Cristo visível, sacramento divino da sua presença real. “Quem vos ouve, a mim ouve”. Foi investida na missão de ser luz nas trevas e iluminar toda a pessoa que vem a este mundo. Pela voz dos seus pastores, a Igreja torna presente a Jesus Cristo ressuscitado. É a sua missão. “Cristo ressuscitou e apareceu a Simão” – São Lucas 24,34. Leva-nos “às nascentes das águas da vida” (2.ª leitura), às águas do repouso”, repartindo por todos “as ervas frescas”, o alimento da Palavra e do Pão.

Também eu sou pastor, minha régia missão, recebida no Baptismo. Todo o cristão é responsável e guarda de seus irmãos. Há corações tresmalhados à escuta da minha voz. Quando eu der a minha vida, abrem-se no mundo caminhos e certezas de vida eterna.

Dirijamo-nos agora a Maria, Mãe de Jesus Cristo, Bom Pastor. Ela que respondeu prontamente à chamada de Deus, ajude em particular a quantos são chamados ao sacerdócio e à vida consagrada a aceitar com alegria e disponibilidade o convite de Nosso Senhor Jesus Cristo a serem os seus colaboradores mais directos no anúncio do Evangelho e no serviço do Reino de Deus nesta nossa época.

Diácono António Figueiredo

“JAMAIS HÁ-DE PERECER”.

Meditando a Liturgia da Palavra do IV Domingo da Páscoa 

Cristo ressuscitado é o Bom Pastor prometido. Andava a humanidade inteira como ovelhas sem pastor. Por sua morte e ressurreição, Jesus constituiu-se pastor e guarda das nossas almas, juntando na unidade os filhos de Deus dispersos. 

Este IV Domingo da Páscoa, é tradicionalmente chamado Domingo do Bom Pastor, porque o Evangelho fala-nos dele. 

Celebramos o Dia Mundial de Oração pelas vocações. Pedimos vocações para todos os ministérios da Igreja, mas de um modo especial imploramos a graça de a Igreja poder dispor de muitos e santos sacerdotes para servirem o povo de Deus. 

Na primeira leitura deste tempo pascal, escutamos e meditamos uma passagem do Livro dos Actos dos Apóstolos. Para este Domingo foi extraída do capítulo 13, versículos 14.43-52. Hoje é narrada a grande actividade evangélica de São Paulo e São Barnabé em Antioquia de Pisídia. Dão-nos o exemplo de não desanimarem perante as dificuldades encontradas. Foi e é ainda hoje no meio de sacrifícios e perseguições, que a Igreja é implantada em todo o mundo.

O Salmo Responsorial é o Salmo 99 (100) 2.4.5.6.11.13b. De novo o Espírito Santo convida-nos a entoar um cântico de louvor ao Altíssimo pelas maravilhas que operou na Páscoa.

Na segunda leitura, tirada do Livro do Apocalipse 7, 9.14b-17, S. João dá-nos um vislumbre do Céu: uma multidão imensa que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé diante do trono e na presença do Cordeiro, revestidos de túnicas brancas e de palmas na mão.

A passagem evangélica é de S. João 10, 27-30. Prometemos-lhe a nossa fidelidade e segui-l’O pelos caminhos da vida.

“O Cordeiro será o seu Pastor” – refere a segunda leitura. O Cordeiro imolado fez-se Pastor. À sua volta se reúne a comunidade pascal, rerspondendo à Palavra, comungando a Vida. Na Igreja, redil de Cristo, cabem todas as pessoas. Jesus Cristo é o único Pastor do único rebanho e não há outra voz, outro caminho. Toda a humanidade lhe pertence, resgatada no seu sangue redentor. Cristo pagou por ela o preço da sua vida. O seu coração de Pastor e de Cordeiro, fez-se redil de todas as dores e buscas desgarradas. Em paga do seu despojo e doação, o Pai deu-lhe como prémio e senhorio do homem e do universo. A humanidade resgatada é o dom maior de tudo, recebido do Pai. Cada pessoa é o tudo, onde Jesus Cristo se extasia e se oferece..

“Eu conheço-as e elas seguem-me” – afirma Jesus no Evangelho. Ser ovelha de Jesus Cristo é escutar a sua voz. Tem um acento que só eu conheço, exigências que só eu entendo. Cristo conhece a minha história e aceita-me tal como sou. Conhecer a Cristo é vivê-lo e seguir os seus passos para onde quer que vá. Vamos pelos prados da fé, obedientes à Palavra de Alguém que nos chamou pelo nome. Virão mercenários e salteadores, mas “ninguém há-de arrebatar da sua mão” a Igreja que o Pai lhe deu. O “mistério da iniquidade” não há-de vencê-la. “Jamais hão-de perecer”.

“Dou-lhes a vida eterna” – assegura Jesus no Evangelho. A fé é o início e o fundamento da vida nova. Sequindo a voz de Jesus Cristo, somos introduzidos na vida imutável, onde já vivemos agora na fé e na esperança. A vida eterna começa hoje. Está aberta a porta, porque o Pastor se fez Cordeiro, dando-nos a própria vida. Para entrar na vida eterna temos de passar “a grande tribulação”, feita de lutas e contradições, até que as nossas vidas sejam branqueadas no sangue do Cordeiro (2.ª leitura). Quando dermos a vida em testemunho do amor, começaremos então a viver a vida eterna. É em Cristo que purificamos o olhar para ver a Deus e termos acesso ao Pai, vivendo em comunhão com Ele.

“Estabeleci-te para seres a luz das nações” – salienta a primeira leitura. Bom Pastor é também a Igreja, Cristo visível, sacramento divino da sua presença real. “Quem vos ouve, a mim ouve”. Foi investida na missão de ser luz nas trevas e iluminar toda a pessoa que vem a este mundo. Pela voz dos seus pastores, a Igreja torna presente a Jesus Cristo ressuscitado. É a sua missão. “Cristo ressuscitou e apareceu a Simão” – São Lucas 24,34. Leva-nos “às nascentes das águas da vida” (2.ª leitura), às águas do repouso”, repartindo por todos “as ervas frescas”, o alimento da Palavra e do Pão.

Também eu sou pastor, minha régia missão, recebida no Baptismo. Todo o cristão é responsável e guarda de seus irmãos. Há corações tresmalhados à escuta da minha voz. Quando eu der a minha vida, abrem-se no mundo caminhos e certezas de vida eterna.

Dirijamo-nos agora a Maria, Mãe de Jesus Cristo, Bom Pastor. Ela que respondeu prontamente à chamada de Deus, ajude em particular a quantos são chamados ao sacerdócio e à vida consagrada a aceitar com alegria e disponibilidade o convite de Nosso Senhor Jesus Cristo a serem os seus colaboradores mais directos no anúncio do Evangelho e no serviço do Reino de Deus nesta nossa época.

Diácono António Figueiredo

Vocações

Está a decorrer a semana de oração pelas vocações (59º Dia Mundial de Oração Pelas Vocações 1 a 8 maio 2022).

Primeiro recorda a tua vocação e cuida dela. A realização da tua vida depende apenas da resposta decidida, fiel e comprometida à tua vocação. Assim experimentas a alegria, o contentamento e a felicidade: estás onde deves estar na vida, fazes o que deves fazer e relacionas-te com quem precisas de te relacionar.

Depois reza pelas vocações na Igreja. Vocação ao matrimónio, vocação ao sacerdócio, vocação à vida consagrada, vocação à missão laical.

As vocações sacerdotais merecem um especial cuidado, já que os pastores são os guias do rebanho, e precisam sempre da base de oração de toda a comunidade. “Dai-nos muitos e santos sacerdotes”, diz a prece.

Aqui recordo a oração para este dia:

Senhor, nosso Pai e Criador,
Deus da história, da vida e da beleza,
do sonho e da realidade, 
nós Te pedimos:
ensina-nos a tecer e a entrelaçar 
a nossa história pessoal e comunitária
com os fios do Teu amor!
Senhor Jesus, Mestre e Amigo,
reaviva em nós a consciência
de sermos povo de irmãos e irmãs,
amado e escolhido para anunciar,
testemunhar e semear a Tua paz!
Espírito Santo, força suave de vida,
dá-nos a coragem do desassossego,
abertura e docilidade,
para escutarmos o chamamento 
e para vivermos com fidelidade e alegria
a nossa vocação!
A Maria e José pedimos intercessão
para que a Igreja 
e cada uma das suas comunidades
sejam seio fecundo 
de novas e santas vocações. 
Ámen!