BOA NOVA DE DEUS

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Reflexão à Litugria da Palava do III Domingo do Tempo Comum, Ano B

Jesus Cristo deu início ao seu ministério, anunciando a Boa Nova do Reino.que está à porta. A Palavra de Deus fez-se luz sobre as pessoas, homens e mulheres, para dar ao tempo breve e ao mundo que passa, novos sentidos e rumos. (2.ªleiura) Na pregação de Jesus Cristo se reacende e ilumina o rumo longíquo da mensagm dos profet.as. “O Reino de Deus esátá próximo”. Como entrar nele?
Desde os primeiros passos da Sua Vida Pública, Jesus Cristo começa a chamar homens para O ouvir e seguir. São estes os dois aspectos da nossa vocação cristã recbida no Baptismo: seguir Jesus Cristo, momento a momento, pelos caminhos da vida , santidade pessoal e a missão de pescadores de homens, apostolado pessoal. Os dois ensinamnos recebidos no Baptismo são como que as duas asas que havemos de voar até ao Céu. Ao contar-nos os primeiros passos de Jesus na vida pública, neste terceiro Domingo do Tempo Comum, Ano B, o Evangelho recorda-nos esta dupla vocação que recebemos com a nossa filiação divina.
O profeta Jonas foi enviado por Deus à cidade de Nínive, para lhe anunciar que estava eminente sobre ela um grande castigo se os seus habitantes não mudassem de vida. A grande cidade, a começar pelo rei, acolheu com docilidade esta mensagem de salvaçâo e o Senhor ou perdoou os seus pecados.A pimeira leiura é tirada do Livro de Jonas 3, 1-5.10
A Liturgia da Igreja convida-nos a entoar um salmo, no qual pedimos humildemente ao Senhor que nos ensine os Seus caminhos. Façamos dele a nossa oração pedindo: “Mosrai-os Senhor os vossos caminhos, ensnai-me as vossas veredas. Guiai-me na vossa verdade e ensina-me”. “Ensinai-me, Senhor os vossos caminhos” é o refrão do salmo 24 (25) 4bc-5ab.6-7bc8-9, que a Lituria popõe para Salmo Responsorial.
Na sua Primeira Carta que escreve aos fiéis da Igreja de Corinto, S. Paulo exorta-nos a aproveitarmos o tempo de salvação. O tempo é breve, também para cada um de nós e os dias que o Senhor nos concede para nos santificarmos, não voltarão jamais. Disso nos dá cona a Segunda Leitura respingada da Primeira Epístola de S. Paulo aos Coríntios 7, 29-31.
As palavras que Jesus dirige aos seus ouvintes, ao iniciar a Sua Vida Pública, são, como todas as outras, para nós também. Guardemo-las no coração e aclamemo-las com os nossos lábios, levando-as, depois pela vida e pela palavra, aos que vivem connosco.
“Arrependei-vos”! Aconselha Jesus na passagem evangélica deste Domingo, tirada do Evangelho segundo S. Marcos 1, 14-20. Reino novo. Vida nova. Aqui está a resposta ao Anúncio de Salvação, Evangelho da vida verdadeira , que Jesus Cristo nos traz e oferece. Sem conversão não podemos “viver duma vida digna de Deus, que nos chama ao seu Reino e à Sua glória” (Primeira Epístola de S. Paulo aos Tessalonissences. Converter-se é mudar de vida. Mudam critérios e mentalidades, mudam corações e pensamentos. Converter-se é comportar-se como filho da luz, produzindo frutos de amor e de verdade. (Epístola de S. Paulo aos Efésios 5,8). A conversão manifesta-se em humildade e confiança em Deus, na consciência sincera da própria fragilidade. Para isso temos de renunciar a toda “a impiedade e paixões mundanas” (Epístola de S. Paulo a Tito 2,12). “Cvonvertei.vos”. O tempo é breve, a coversão é agora.
“Acreditai na Boa Nova”, realça Jesus no Evangelho. Converter-se é acreditar no Evangelho, a Boa Nova que Jesus nos trouxe do Pai. Conversão e Evangelho vao unidos na mesma resposta à Palavra e plenitude de vida.Conversão não signifia apenas rejeitar o mal, , mas aderir plenamente a Jesus Cristo, fonte de todo o bem. A fidelidade à Palavra nos identifica com Ele e configura à Sua imagem.O mundo e as suas paixões nada valem, em comparação com o cohecimento de Jesus Cristo e a posse do Reino eterno que nos dá. Acreditar no Evangelho significva em acreditatr em Jesus Cristo, a Boa Nova de Deus.
“Vinde após Mim”, exorta Jeus no Evangelho. A conversão leva a Jesus Ctristo. É a clara condição para o seguimento radical. Só quando se confessaram pecadores, depois da pesca milagosa, os discípulos deixaram tudo e O seguiram.. O seguimengto de Jesus Cristo manifesta-se assim profissão de fragilidade, exprdessão de pobreza e mãos vazias. Como os Apóstolos, todo o cristão é chamado. São iniciativas do amor, dom gratuito. “Escolheu o que Ele quis” (Evangelho de S. Marcos 3,13).Responderam ao chamamento, deixando tudo. Aceitaram as últimas consequências, “tomar a cruz”, , “Perder a vida”, implicadas no risco da sua entrega.
O que falta hoje no mundo e na Igreja são opções e compomissos. Jovens e adultos têm medo de arriscar e jogar tudo por uma promessa de vida eterna. Esta “geração perversa”, apegada ao terreno e ao sensível, não aprecia a riqueza de deixar tudo e servir. Seguir Jesus Criasto é ir com Ele, viver na sua intimidade. Tudo passa: só Ele permanece. Fomos chamados a ser “pescadores de homens”, a lançar a rede em Seu Nome. No mar incerto das pessoas é o amor que nos enche a barca.
A celebração da Eucaristia actualiza e completa a pregação de Jesus Cristo. Não há Eucaristia sem conversâo e mudança. Como o pão e o vinho, temos de transformar-nos em Jesus Cristo, rejeitando o fermento da malícia, recusando a velha substância do pecado. A nossa comunhão solene é seguir e imitar Jesus Cristo.
A Bem-aventurada Virgem Santa Maria nos ajude a viver cada dia , cada momento, como tempo de salvação, em que o Senhor passa a segui-l’O, cada um segundo a própria vida. E nos ajude a converter a mentalidade do mundo, a das fantasias do mundo, que são fogo de artifício, para a do amor e do serviço.

Diácono António Figueiredo