Na Véspera de Natal

Está quase…
Recordo, admirado a expectativa que, enquanto criança, colocava no Natal e que hoje, por mais voltas que dê à imaginação e à vontade, não consigo reproduzir
Não era por causa das prendas. Elas eram poucas. Os finais dos anos 70 estavam marcados pelos disparates económicos do PREC e pelo desemprego subsequente. A família poupava tudo o que podia para adquirir casa, o acesso ao crédito era extraordinariamente difícil e os juros absolutamente loucos. Por isso a possibilidade de uma bicicleta era tão remota como a viagem a Marte. Com sorte, no meio das meias camisolas e cachecóis, aparecia um carrinho Matchbox, guardado religiosamente durante os próximos meses para se não estragar.
A expectativa estava num conjunto de acontecimentos simples mas com um valor tremendo para uma criança. Quando vinha o pinheirinho? Quando se ia a Sintra ou a Belas buscar o musgo? Quando se colocava as bolas coloridas e as fitas? Quem dispunha as peças do presépio? Lá em casa chegava a ser uma autêntica cidade com a imaginação a construir casas e castelos com peças de dominó e molas de roupa; a quem se mandava as boas festas? Com quem se ia comer o almoço do dia de Natal, quem se recebia em casa para consoar? Quem ajudava a mãe com as “rabanadas” e com os bolos?
A véspera de Natal era o dia de maior frenesim. A partir do meio dia, a casa não parava com o vaivém dos trabalhos gastronómicos e com a troca das boas festas com a vizinhança. Esse movimento era a delícia de qualquer criança. Mas o melhor estava para vir! A ceia ruidosa coma a família e amigos e no fim, a ida à igreja, à missa do galo, onde, no meio do fumo pesado do incenso, por entre uma multidão que enchia completamente o templo, se sentia a presença do Menino Jesus que no fim se beijava, numa mistura de prazer e de espanto.

Avisos de 19 de Dezembro

A Missa da Noite de Natal será celebrada na Igreja Matriz, este ano às 24h, de forma a que ninguém faça a Ceia de Natal a correr. Quanto à possibilidade do sono pesar durante a celebração, bom, todo o exercício de vigília tem como parte importante a luta para estar desperto, aliás, durante o advento esse convite é um dos mais frequentes.

As missas do dia 25 terão o horário costumeiro dos Domingos, a saber: 9h30 no Sagrado Coração, 11h30 e 19h30 na Matriz

Domingo, dia 27, será o dia da Sagrada Família, e por isso serão, na celebração eucarística, abençoadas as famílias da nossa Paróquia.

Sexta feira, dia 1, é dia de preceito porque o dia da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus. Os horários desse dia serão iguais ao de Domingo e haverá na Matriz missa vespertina, no dia 31.

Todos os domingos até dia de Reis, na Igreja Matriz, na capela do Santíssimo Sacramento haverá Oração com cânticos Taizé, às 21h30.

Avisos até 28 de Novembro

A Eucaristia semanal realiza-se às 19 horas e ao sábado às 11 horas. As Missas Dominicais, ao sábado realizam-se às 18h30 na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, às 19 horas na Igreja Paroquial. Ao domingo às 9h30 na Igreja do Sagrado Coração, às 11h30 e às 19h na Igreja Paroquial.
Este domingo dia 15 de Novembro, realiza-se a visita ao Seminário dos Olivais. Nesse mesmo dia será feito o envio, pelo Senhor Patriarca, das imagens do Bom Pastor, por todas as paróquias. (às 14h30 encontro na Igreja Paroquial, para se seguir para o Seminário.)
Dias 13; 14 e 15 de Novembro o CNE 626 está em Indaba.
No próximo domingo, dia 22 de Novembro realiza-se na Aula Magna o concerto comemorativo do 31º aniversário da Escola de Música Nossa Senhora do Cabo. Os bilhetes encontram-se disponíveis na secretaria da Escola e também no próprio dia, no local.
No fim-de-semana de 28 e29 de Novembro, o Banco Alimentar fará a sua recolha de alimentos.
No dia 29 de Novembro, nos Jerónimos serão as Ordenações, às 15h30. A vigília será no dia 27, às 21h30 na Sé Patriarcal.
No dia 29 de Novembro, na Igreja Paroquial haverá Oração com cânticos Taizé, às 21h30.

Oração e partilha pelos Seminários

Desde Frei Bartolomeu dos Mártires, santo varão da Igreja, e alfacinha como eu, (baptizado na pia baptismal da Igreja com a mesma invocação), que os seminários são uma das grandes prioridades na organização das igrejas diocesanas. Neles se formam os homens que, no mundo, serão a visibilidade de Jesus Cristo quando, reunidos com os baptizados em assembleia orante, celebram o Mistério Pascal da Nova Aliança.
Nem sempre existiram seminários! Até ao século XVI as dioceses não sentiam necessidade de formar o seu clero. Apenas pediam dele a disponibilidade para celebrar os sacramentos e para manter limpos e dignos os seus lugares de culto. No entanto, a Crise da Reforma exigiu das comunidades cristãs um novo olhar sobre os presbíteros. Não bastava apenas a administração dos sacramentos, era necessário também o ministério da “cura das almas” e o ensino destas num tempo que se tornava intelectualmente exigente e esperava uma maior coerência de vida da Igreja e dos seus ministros.
Tal teria de ser preparado, num espaço e num tempo, onde os candidatos às ordens sagradas deveriam repetir os mesmos passos que os primeiros apóstolos fizeram com Jesus Cristo. E apesar das dificuldades de implementação, os seminários surgiram discreta mas progressivamente na vida das Igrejas diocesanas .
Os tempos mudaram e estão permanentemente a mudar, por isso, o que vai sendo pedido aos presbíteros vai mudando e vai obrigando a uma progressiva reorganização dos seminários. Tal tem um custo em bens e clarividência.
Por isso é preciso rezar mais pelos seminários e é preciso colaborar mais com os seminários.

Avisos paroquiais até 15 de Novembro

Este dia 2 de Novembro, dia de fiéis defuntos, reveste-se de uma particular importância nas nossas comunidades cristãs. Por isso nesse dia haverá uma natural alteração do horário normal. A primeira celebração da eucaristia de fiéis defuntos será na Capelinha de Nossa Senhora do Cabo às 8h30. A segunda, no cemitério de Carnaxide, com a comunidade local às 10h00. A terceira na Matriz Às 19h00.
5 de Novembro, quinta feira, Adoração mensal do SSmº Sacramento às 18h00, na Matriz.
Sexta feira, dia 6, reúnem-se os catequistas no seu encontro mensal, pelas 21h30, na sala da Ressurreição.
7 e 8 de Novembro, Sábado e Domingo, a “rapaziada”, na catequese, terá uma sessão diferente do normal, a propósito da semana dos seminários.
Dia 8, Domingo, Adoração na capela do SSmº Sacramento pelas 16h00, animado pelo grupo da pastoral vocacional.

Solenidade de Todos Os Santos

«A Cristo, nós O adoramos, porque Ele é o Filho de Deus;
quanto aos mártires, nós os amamos como a discípulos e imitadores do Senhor;
e isso é justo, por causa da sua devoção incomparável para com o seu
Rei e Mestre.
Assim nós possamos também ser seus companheiros e condiscípulos!».

É com estas palavras que se define o culto cristão aos Santos e que foram usadas pelo bispo Policarpo de Esmirna no século II.
De facto, e apesar das aparências e dos sinais confusos que, por vezes, os cristãos transmitem com os seus gestos, nunca a Igreja Católica confundiu o princípio máximo do monoteísmo “só Deus é Santo” (que repetimos em todas as celebrações eucarísticas com o hino Sanctus) com a pressão das divinizações mal amanhadas que a ignorância
e má intenção de todos os tempos vão exigindo.
Nós amamos os santos como discípulos e imitadores do Senhor, isto é, como irmãos mais velhos que seguiram e provaram com as suas vidas a verdade de Jesus Cristo. Podemos admirar as suas características excepcionais, as suas qualidades humanas, a profunda sedução que exercem em nós. Mas a admiração não faz o culto. Isso só é próprio do Amor.
Na Solenidade de Todos os Santos, a Igreja Peregrina recorda com o Amor que recebe da Trindade todos aqueles que agora pertencem à Glória da Jerusalém do Céu. De alguns sabemos o nome e a história, de outros nem isso… mas nenhum deles deixa de, como irmãos mais velhos, apresentar ao pai a sua oração de glória e o seu pedido pelos irmãos
mais novos que ainda trilham os percursos dos tempos.
Prior

Paróquia de Nossa Senhora do Cabo – Rede de relações fraternas